Acessar versão desktop

MODA

ACESSÓRIO

BEAUTÉ

LIFESTYLE

BLOGS

MARGOT STREET

A era do Delete

Instagram

15 / 10/ 2016: 

 By Bruna Schneider

Quem de nós nunca teve vontade de deletar alguma coisa das nossas vidas, principalmente algo que já fizemos? Pode ser alguma frase mal dita na adolescência, um beijo arrependido, uma amizade de mentira. O fato é que não foram poucas as vezes em que gostaríamos de apagar algo. Seria muito mais fácil, não?

A ERA DO DELETE

A capacidade de apagar algo da nossa história acabou sendo facilitada com as ferramentas digitais. Desde o ano passado, o Facebook implantou o On This Day, uma espécie de retrospectiva, onde você pode ver o que você publicou neste dia há um, dois, três ou mais anos. Não sei vocês, mas às vezes dá um pouco de vergonha ao ler as coisas que já postei, as causas que já defendi, as preocupações que já tive. É cada coisa. E não raro me pego deletando algumas coisas antigas enquanto penso: “Sério, Bruna?”.

 

Contudo, diferente da opção “delete” que a tecnologia nos dá, é impossível desfazer algo por completo. Sempre haverá uma lembrança ou um rastro de algo que foi feito, por mais indesejado que fosse. Não faz muito tempo que hackers invadiram aquele site de relacionamentos extraconjugais, o Ashley Madison, e expôs para o mundo todo os emails de pessoas infiéis que procuravam sexo. Detalhe: o site sempre afirmou aos seus usuários total confiabilidade e, atenção, que não mantinha em seu banco nenhuma informação caso o usuário apagasse os seus dados. Pelo visto não funcionou.

O vazamento de informações do site foi só mais uma prova de que você não pode desfazer nada totalmente.

 

Por mais que a gente ache o contrário, no online é praticamente impossível apagar o que escrevemos ou fizemos. É bastante corriqueiro que tweets ou posts antigos voltem à tona e causem rebuliço. Quem lembra do caso do Biel, que após alguns usuários encontrarem tweets antigos e ofensivos do cantor sua carreira despencou ainda mais?

 

Mesmo os registros sendo apagados, pode apostar que algum rastro ficou em algum banco por aí ou, pior: alguém pode ter guardado um print da sua publicação. Talvez piore as coisas. No Snapchat, um aplicativo que foi praticamente desenvolvido para possibilitar o “delete” e para evitar registros, sempre há a opção print.

 

Uma pesquisa realizada pelo site de informações jurídicas FindLaw.com concluiu que 74% dos jovens entre 18 e 34 anos já excluíram algum post antigo para evitar uma má impressão em sua carreira. Ou seja: esta porcentagem representa uma parcela de jovens e adultos que entende a relevância e a importância das coisas que publicam online em suas vidas offline.

 

Mesmo sendo impossível apagar o que fizemos, seja no digital ou na vida real (até porque os dois conceitos já se tornaram um só), é possível aprender com esses arrependimentos. Se constranger com o que você já fez ou já publicou é uma forma de perceber que todos nós evoluímos de alguma forma, e que a vida acaba moldando novos pensamentos, novas posturas e ideologias. Mas convenhamos: apertar a tecla Delete é tentador.



SEJA NOSSA AMIGA!

FAÇA O CADASTRO NA TUA REVISTA DIGITAL FAVORITA E FIQUE POR DENTRO DE TODAS AS NOVIDADES E SORTEIOS!


Instagram

Comentários

0

Comente

Você vai gostar também:

  • Ai, se eu te pego?Ai, se eu te pego? - É sério isso? - O quê? - Que você arranjou um encontro às escuras pra mim. - É sim. Sabe, Cá, somos amigas desde a infância e você sempre esteve […]
  • Mais que um meme: um lemaMais que um meme: um lema Aposto uma barra de chocolate que você já disse ou teve vontade de dizer um sonoro:                           Se não teve, ainda vai ter. Ele pode vir […]
  • Vinte e poucos anosVinte e poucos anos Nunca fui daquele tipo de pessoa que se pega reclamando da crise de idade. E olha que reclamo bastante. Mas, de certa forma, sempre gostei de “envelhecer”. Não sei […]