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O ano em que aprendi a me libertar da maquiagem

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23 / 11/ 2016 em: 

 Save the Look ; By Tuani Mallmann

Já começo o texto avisando que vai parecer textão de retrospectiva do ano, mas não é! O post de hoje é só uma reflexão sobre como podemos estar em constante evolução, nem que seja nas mínimas coisas. Não sou lá muito fã de autoajuda, mas confesso que, quanto mais velha fico, mais pensativa vou me tornando. E acho que isso é coisa que vem com a experiência mesmo, né? Então hoje quero falar sobre o ano em que aprendi a me libertar da maquiagem.

 

Esses tempos fiz aqui um post falando sobre sobrancelhas e como é bacana quando conseguimos mantê-las naturais, e acho que foi neste post que começou a minha consciência sobre o assunto. E acho que quando falamos sobre o universo maravilhoso – e ao mesmo tempo sombrio – das makes, não há como não falar de como a internet vem facilitando o acesso aos tutoriais de maquiagem. Além das aulas online espalhadas por todos os lados, também tivemos mais acesso a produtos antes pouco conhecidos, já que agora tudo fica mais fácil com as compras via web. Que sonho tudo isso, hein?

 

Eu realmente acho incrível o fato de termos tudo isso sem nem precisar sair de casa, mas também me assusta como ficamos cegos com as tendências e nem paramos para pensar se realmente gostamos delas e se elas têm a ver conosco. O que importa é sairmos testando e fazendo igual, por que quem não gostaria de ficar perfeita como a Kim Kardashian, né?

 

Eu só fui me dar conta de como estava seguindo tendências por influência de pessoas próximas depois que eu saí desse meio que eu estava vivendo. É muito difícil conseguirmos olhar para nós mesmos “de fora”, e eu levei meses para perceber que estava apenas querendo me sentir inserida e por dentro do assunto das amigas. Ah, o fato de eu trabalhar com publicidade e redes sociais também influenciava bastante, já que eu precisava estar sempre antenada às tendências do momento.

 

Mas eis que eu percebi que estar antenada é bem diferente do que seguir tendências. Dá sim para separar uma coisa da outra, e é o que eu venho fazendo hoje em dia. Eu sei que o batom sonho de consumo do momento é o da Kylie Jenner, mas eu simplesmente não tenho vontade de tê-lo. Eu tenho um monte de batons da época que eu estava sempre comprando, então vou usar eles primeiro antes de comprar algum outro. Se o acabamento deles vai ser igual ao da Kylie que custa os olhos da cara? Certamente não, mas isso é da vida, não podemos ter tudo e isso não me frustra nem um pouco.

 

Já que o texto tá começando a parecer papo de recalcada, vou me encaminhando para a conclusão. Além de perceber que eu não preciso seguir toooodas as tendências que aparecem pelo caminho, o passar do tempo também me trouxe sabedoria para eu poder me olhar no espelho e me achar bonita do jeito que sou, mesmo cheia de manchas, olheiras e as primeiras rugas mais severas. Tá, confesso que tem dias que eu estou parecendo um fantasma morto por tortura, mas são as exceções.

 

Quando me vejo indo ao mercado de cabelo preso e nada de maquiagem, mal consigo acreditar que eu sou a mesma Tuani de um ano atrás que passava make até para ir suar na academia. Tem dias que acordo mais inspirada e faço um delineador bafo com uma boca vermelha, o que me faz sentir maravilhosa, claro. Mas hoje, pra mim, o que me faz sentir mais bonita é eu não sentir a necessidade de usar maquiagem e esconder imperfeições.

 

Isso porque depois de ver tanta blogueira de rosto impecável eu percebi que, mesmo alcançando um resultado parecido com maquiagens carésimas e mil técnicas, eu jamais seria como elas. Há tempos que as blogueiras não são “Vida real” e estão cada vez mais espetacularizadas, e eu não curto muito isso. Sei que os leitores talvez gostem de imaginar as vidas perfeitas das bloggers, mas de vez em quando tem que mostrar a cara lavada, né?

 

Dito tudo isso, me despeço de vocês dizendo que sim, eu ainda uso maquiagem e admiro quem faz aquelas makes bafônicas, mas esse nicho não é pra mim. Afinal, o que esperar de uma fashionista barata e pão-dura como eu? 😛

libertar da maquiagem

Sem make, sem filtro e sem Photoshop (só usei para dar uma clareada já que a luz estava ruim).

 

 



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4 comentários em “O ano em que aprendi a me libertar da maquiagem”

  1. Tuani, concordo com grande parte de seu texto. Hoje blogueiras fazem publicidade mesmo que o produto não seja bom, por puro lucro. Eu não uso o melhor batom, garimpo e garimpo e garimpo, mas vivo maquiada. Por 2 motivos:* Tenho rosácea, eu sem uma boa base pareço ter saído de um episódio de The walking Dad. E o outro motivo é que me sinto muito mais poderosa com make. Mas tudo por mim e não pelos outros. O batom da Kylie nem é tão bom assim, ganhei alguns e te digo, tem muita make mais barata e muito melhor por ai. Mas se te liberta guria, segue em frente! É linda com e sem make:)

    1. É bem por aí, Janice! O importante é cada uma se sentir poderosa do seu jeito e saber reconhecer sua beleza.
      Eu confesso que, por exemplo, prefiro mil vezes usar base com FPS do que filtro solar que o rosto fica um sebo só.
      O importante é essa liberdade em escolher, né?

      P.S.: sobre os batons da Kylie, bom saber! Sempre ouvi falar de um da Vult que dizem ser semelhante e com acabamento bem bom, estou curiosa para testar

  2. Nélvia Roselaine Pereira disse:

    Sou suspeita pra falar que tu é linda de qualquer jeito, mas como tu sabe que sou sincera e te digo quando não gosto do teu look ou tua make, então pode acreditar que não é só elogio de mamãe. Fico muito feliz por estar entrando no estado de espírito que eu sempre estive: “ser eu mesma, me arrumar pra mim e só usar o que tenho vontade sem ligar pra modismos” (com um pouquinho de rebeldia, é claro). Parabéns filha, por estar te encontrando dentro de si mesma.

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