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Lições sobre corpo e beleza que aprendi depois dos 25 anos

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15 / 12/ 2016 em: 

 Save the Look ; By Tuani Mallmann

A vida é mesmo uma coisa louca e é incrível ver como estamos em constante aprendizado. E a cada dia que passa percebo como muitos dos meus “achismos” de guria estavam bem errados, ou pelo menos tortos. Eis aqui algumas das coisas que fui descobrindo depois dos 25 anos:

 

– Espinha não é coisa só de adolescente. Que coisa triste, né? Eu jurava que depois de uma certa idade a gente não tinha mais que passar por esse tipo de constrangimento, mas continua acontecendo. Acho que hoje em dia eu tenho mais espinha feia do que quando eu era novinha, e compreendo perfeitamente as causas disso: hormônios (que seguem nos zoando até a menopausa e além dela), estresse, má alimentação e outros maus hábitos. O lance é que o nosso corpo é louco de esperto e é melhor começarmos a respeitá-lo.

depois dos 25 anos

Pós-adolescência e pré velhice: melhor fase da pele até hoje, definitivamente.

 

– A gente abre mão da beleza pelo conforto. Agora eu entendo o estilo “despojado” da minha mãe, que não era fruto apenas dos anos 90, como antes eu imaginava. Estou cada vez mais preguiçosa para me arrumar e só quero usar calça jeans e tênis, coisa que eu jamais faria há alguns anos, quando eu só usava saia e meia-calça.

 

– A pele do rosto que era aquela coisa lisinha começa a ficar cada vez mais sensível e os traços de uma careta demoram a desaparecer. Portanto, nada de ficar se irritando o tempo todo e franzindo a testa. Nem pense nisso, miga! Essas rugas aí vão ficar tão marcadas que você vai ficar parecendo um personagem de desenho animado daqueles bem exagerados.

 

– O efeito da gravidade no nosso corpo acontece – por todos os lados. Nossa pele não é mais a mesma, as celulites que eram bem poucas até ontem começam a se espalhar mais rápido que a velocidade da luz, as estrias que eram discretas se arregaçam todas, a bunda que era empinada e seu orgulho começa a ficar aquela coisa meio disforme, e assim por diante.

depois dos 25 anos 4

Recordação dos tempos em que minhas pernas não eram meras moradias de micro vasinhos roxos.

 

– Ainda falando em pele: se antes você passava qualquer hidratante de 5 reais e sequer sabia se a sua pele era seca ou oleosa, infelizmente esse tempo passou. Agora você precisa gastar um pouco mais nisso, e não falo nem em cremes anti-idade não, me refiro mesmo aos hidratantes só para manter uma pele que não pareça uma parede descascando. Nos últimos tempos meu rosto decidiu ficar esfarelando toda hora, quando vejo estou coçando a testa e tem neve caindo na mesa, coisa triste.

 

– Sabe o cabelo que você descoloriu duzentas vezes achando que “tá tudo bem, cabelo cresce”? Então, realmente, cabelo até cresce, mas aquele que morreu e caiu, esse nem quem acredita em reencarnação consegue ter de volta.

 

– Outra consideração sobre cabelo: se você já fez muita cagada nele, é bem provável que também não dê mais para usar só o shampoo e o condicionador mais barato do mercado. A gente inventa e tem que aguentar agora ficar pagando creme de tratamento, ampola disso e leave-in daquilo.

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Todo esse cabelo que eu tinha aos 19 anos (que já tinha passado por uma descoloração total caseira made by euzinha, acreditem) ficará para sempre apenas na lembrança de fotos borradas. Pelo menos o óculos e a camiseta ainda existem.

– Nossas pernas vão ficando feias e varizentas. Tá aí uma coisa triste. Nunca tive pernas bonitas, sempre foram bem ok, nada de incrível. Mas agora, de um tempo pra cá, quando eu engordo fico com as panturrilhas grossas e com celulite, as coxas estão cheeeeias de vasinhos roxos, e eu já começo até a pensar em pegar um bronze pra ver se disfarça um pouco as manchas (e isso é algo extremamente radical para uma vampira convicta, hein).

 

– Suas unhas de princesa? Bom, esse até é o quesito que ainda estou com nota 6 pra cima, então não posso reclamar. Mas talvez você encha um pouco o saco de ficar escolhendo cores e fique pintando sempre de vermelho ou preto, acontece.

 

– De repente, assim, do nada, sem nem perceber, eu não consigo mais sentar nas cadeirinhas ou poltroninhas de criança. Sim, minha bunda não cabe mais ou se cabe eu fico entalada e saio andando com a cadeira pendurada.

 

– E o que falar da sua mobilidade e tamanho quando se fala de pracinhas infantis? Esses dias fui com a minha sobrinha subir naqueles trepa-trepas (que depois dos 25 a gente vê maldade no nome do brinquedo, eu sei) e eu não conseguia fazer mais nada. Fui tentar ser a tia louca que sobe bem lá no alto e opa, acabei sendo só a tia tosca das vídeo cassetadas do Faustão.

depois dos 25 anos 1

Brincar na pracinha foi perdendo a graça (tá mentira, continuo gostando, só que minha bunda fica dolorida na gangorra e não consigo mais ficar com as pernas balançando no ar).

 

– Eu juro que não queria entrar no assunto festa/ressaca, pois a humilhação é demais. Mas é, nas últimas vezes que resolvi beber todas eu precisei dormir umas 12 horas, acordar, comer e tomar Coca-cola, e dormir mais umas 5 horas para finalmente ficar bem disposta. Como é que antigamente eu saía sexta, sábado e domingo, hein? Em compensação eu fui numa festa esses tempos e intercalei água com a vodka a noite inteira pra não passar mal. Muita maturidade, eu sei, eu sei.

 

Pois bem, em relação a todas as questões citadas acima, só posso dizer uma coisa: tá tudo bem e vai ficar tudo bem. Ninguém é obrigado a estar como nas capas de revista – até porque elas não são reais – ou ter o mesmo pique e cabelo maravilhoso de quando tínhamos 16 anos. A melhor coisa que podemos fazer é saborear cada uma das fases da nossa vida, pois cada uma delas tem algo de incrível pra nos ensinar.

 

E tu aí, o que tem pra compartilhar comigo sobre essa fase linda pré 30 anos?

 

Foto: Arquivo pessoal

 



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