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Eu preciso fazer alguma coisa. Por quê?

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15 / 01/ 2017: 

 By Bruna Schneider

Acredito que um dos maiores pânicos que podemos ter na casa dos 20/30 anos é a sensação de estar apenas “sobrevivendo”. Digo “sobrevivendo” como um verbo que explica o fato de ir levando, estar adaptado à rotina, às coisas, sem grandes mudanças ou motivações. Sobreviver.

 

Cena 1

Todo começo de ano vem implicado uma necessidade de fazer e acontecer. Um pensamento motivado por grandes mudanças e com a fé de que o período que se inicia será incrível, cheio de coisas, uma lista de objetivos a serem cumpridos em curto prazo. Só que a gente sabe que na prática não é bem assim que funciona.

 

Cena 2

Após uma semana de trabalho, a sensação de “sobreviver” é praticamente inevitável. Passamos cinco dias da nossa vida entregues a um trabalho intenso, engolidos pela máquina, chegamos em casa, descansamos, apelamos para um lanche rápido ou uma tele-entrega e celebramos a existência da Netflix e das camas. 80% do nosso tempo engolido por essa rotina. Após dias de ciclo, um pensamento: o que eu tô fazendo na minha vida?

gif beyonce

 

Fim do primeiro ato

A combinação entre “sobreviver” e motivações pós 1º de janeiro não é das melhores. É uma combinação fatal entre o cansaço físico e mental de um sistema que te obriga a movimentar a máquina e a pressão de fazer algo diferente, viver. Soa como um peso que diz, não tão baixinho, algo como “tire a bunda do sofá e vá fazer alguma coisa”. Em todos os lugares é possível ver frases como Faça Acontecer, Mude o Mundo e outros clichês do gênero. Não é ruim, mas enche o saco.

 

Na internet é muito comum ver histórias de mulheres que conseguiram grandes feitos antes dos 25 anos e, gente, é tão inspirador. Dá vontade de dar um pause em House of Cards e mudar o mundo. Também questiono como elas conseguiram fazer isso e tento, de alguma forma, encaixar essa motivação em algum intervalo da minha rotina. Mas às vezes soa muito trabalhoso.

gif britney

 

Se você leu até aqui e esperou que a blogueira que vos fala chegasse a uma conclusão, aceite as minhas sinceras desculpas. Estou em busca de uma explicação também. Enquanto busco não ser engolida pela máquina, quero fazer alguma coisa, deixar algum tipo de marca positiva no mundo – ou pelo menos em alguém. Mas de algo eu tenho certeza: focar na pressão não vai resolver nada. É preciso encontrar um equilíbrio saudável entre movimentar a roda e pensar além do sofá. Acho que a gente consegue chegar lá. Se eu descobrir um jeito, conto pra você.

gif patricinhas beverly hills

 

Imagens e gifs: Reprodução Web





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