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Chega de assédio: mexeu com uma, mexeu com todas

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07 / 04/ 2017: 

 By Bruna Schneider

Os últimos dias têm me dado um calorzinho no coração. E não é porque o verão decidiu ficar aqui no Sul e me chatear com o atraso das temperaturas mais baixas (#teaminverno), mas pelo motivo de ver o Brasil debatendo sobre assédio feminino. Claro que nem todos os comentários da discussão são de dar orgulho, mas é um tema que durante muito tempo foi tratado como uma “simples brincadeirinha” e hoje ganha um novo aspecto.

 

Quem já sofreu algum tipo de assédio sabe o quão embaraçoso e prejudicial pode ser uma cantada, um xingamento, um toque sem a permissão da mulher. Estamos tão acostumadas com um “fiu-fiu” na rua que a nossa resposta é baixar a cabeça e questionar o que fizemos de errado para passar por isso.

 

Eu deveria ter atravessado a rua?
Eu deveria estar com uma roupa mais comprida?
Eu deveria usar uma burca?

mexeu-com-uma-mexeu-com-todas

Há poucos dias Su Tonani, figurinista da Globo, escreveu um texto bastante corajoso na Folha de São Paulo denunciando um assédio que ela sofreu do ator José Mayer. Você pode ler o depoimento na íntegra aqui.

 

Agora pensem comigo: você está trabalhando na empresa dos seus sonhos, uma oportunidade profissional que foi difícil de alcançar e você não quer abrir mão deste emprego por nada nesse mundo. Eis que um homem que trabalha com você, com um papel super importante na empresa, assedia você. O que fazer?

 

O que Su Tonani fez foi corajoso, foi empoderador. Expôr para o Brasil todo um assédio ocorrido no maior canal de televisão do país feito por um dos maiores “galãs” das novelas exige sangue no olho. E o mais lindo foi ver como o apoio feminino fortaleceu a figurinista e como nos encoraja a não engolirmos mais assédios. Chega de cabeça baixa.

 

Obrigada, Su Tonani.



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