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Vida em modo automático: não sou obrigada

20 / 07/ 2017

 By Bruna Schneider

Quando eu era criança, lembro que eu não vivia no modo automático: eu e meus amigos nos reuníamos todos os domingos para brincar. Como todos nós morávamos na mesma rua, era muito fácil de programar como seria a tarde de diversão. Além das brincadeiras clássicas, como esconde-esconde, taco e caçador, tínhamos uma em especial: profissão. Isso mesmo, o nome da diversão era “profissão”.

 

Era muito simples: cada um escolhia uma profissão e a exercia durante a tarde, permitindo que os outros amigos fossem ser atendidos nos outros trabalhos. Por exemplo: um era médico, a outra era cozinheira… Eu geralmente lia tarô e mãos. Não me pergunte o motivo.

O fato é que eu e meus amigos destinávamos algumas boas horas por domingo brincando do que, alguns anos mais tarde, seria a nossa vida real. Mas com menos graça, aparentemente.

 

Mas o que se perdeu no caminho?

 

Claro que seria muito injusto da minha parte comparar uma brincadeira infantil com a vida real. Porém, por que esta vida real soa tão menos divertida?

 

Temos que movimentar a máquina.

 

Passamos pela vida realizando tarefas que os outros esperem que a gente faça: cumprir as mais de oito horas de trabalho, participar de todas as reuniões possíveis, aguentar o trânsito ferrenho todos os dias, manter o peso ideal e continuar saudável. E, no final, assistir Netflix até dormir.

 

Muitas vezes o emprego perfeito está longe, outras vezes nem chega. Os boletos entopem a caixa do correio e vida que segue. Modo automático. Os dias passam muito rápido e não temos mais tempo para fazer aquilo que realmente amamos.

Pessimista? Provavelmente sim.

 

A saída é tentar enxergar o lado bom a cada dia, aquela velha história do copo meio cheio ou meio vazio. E se no trabalho monótono a gente encontrar algo bacana ajudando alguém ou encontrando um bom propósito no talento que temos? Quanto aos boletos, bom, eles só existem porque conseguimos comprar coisas bacanas para nós.

 

Mantra diário: quantos gostariam de estar no meu lugar?

 

Enxergando nossos privilégios e valorizando tudo que temos pode deixar a vida mais divertida, mais leve, como uma brincadeira de criança.

 

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Gifs: Reprodução/Web

 

O que esperar da minha carreira?

02 / 07/ 2017

 By Bruna Schneider

Sou daquele tipo de pessoa que tem pressa para tudo. Uma antiga colega de trabalho, com a qual dividi mesa há uns seis anos, dizia que eu tinha uma “alma mais velha”, algo próximo ao de uma mulher de 30 anos. Bom, na época eu tinha 18. Calculem. O fato é que tenho, com muita frequência, a sensação de que estou atrasada, de que o tempo está passando muito rápido e eu não estou onde eu deveria estar.

 

Vocês também se sentem assim?

 

Em alguns devaneios eu acabo me perguntando: quem eu quero ser em 10 anos? Digo no sentido profissional mesmo. Quero ser uma gerente de marketing digital? Quero ser uma editora de revista legal? Quero enriquecer após ganhar um Big Brother? Não sei. E às vezes bate um desespero em não saber e, consequentemente, em não haver um plano para chegar aonde quero.

 

Além da incerteza sobre o meu futuro profissional há também o fato de que o próprio mercado de trabalho está mudando. E muito rápido! Profissões que existiam há cinco anos hoje nem existem mais. Será que o nosso trabalho ainda existirá? E se ele existir, como será?

Eu sei. Este post tem mais perguntas que respostas. Até porque se eu soubesse como responder tudo isso, eu escreveria um livro e ganharia uma grana.

 

Mas algumas coisas eu já tenho feito a respeito. Por exemplo: estou na área de comunicação digital, que é onde eu amo estar. Tenho procurado ler alguns portais sobre o assunto e entender o que está sendo feito, utilizando isso para me inspirar não apenas agora, mas amanhã. A capacitação também é algo muito importante e aprender nunca é demais. Estão disponíveis alguns cursos muito bacanas, gratuitos, e que podem te tornar um profissional melhor e mais preparado para os desafios que o mercado de trabalho irá te proporcionar.

 

Além disso, trocar uma ideia com pessoas que estão há mais tempo que você no seu setor pode te ajudar a esclarecer algumas dúvidas. Afinal, você não é o primeiro nem o último a passar por isso.

Bom, vamos arregaçar as mangas e se preparar para o que vier? E se a gente não souber como será amanhã, vamos pelo menos ter a certeza de que estamos preparadas para tudo.

 

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Por que o Instagram é a pior rede social para a saúde mental?

26 / 05/ 2017

 By Bruna Schneider

Há alguns dias foi divulgado um estudo britânico que concluiu que o Instagram, sim, o nosso amado aplicativo de compartilhamento de fotos cheias de filtros lindos, é a pior rede social para a saúde mental de jovens. Na mesma cesta estão Facebook e Snapchat, mas com avaliações um pouco melhores.

 

“Os jovens que passam mais de duas horas por dia em redes sociais como Facebook, Twitter e Instagram estão mais propensos a sofrerem problemas de saúde mental, sobretudo angústia e sintomas de ansiedade e depressão”, diz o estudo, realizado pela Real Sociedade de Saúde Pública do Reino Unido e pela Universidade de Cambridge.

Dentre os fatores que a pesquisa levanta está o fato de que o Instagram reforça sentimentos negativos como ansiedade e afeta a autoestima dos usuários.

 

Já levantei este tema aqui no blog algumas vezes. Sim, o Instagram é a rede social da vida perfeita. A regra é ser jovem, bonito, magro, comer comidas lindíssimas e participar de todos os eventos sociais que puder. Vamos combinar: é uma tarefa bastante difícil.

 

Há alguns meses eu tenho tentado melhorar o meu estilo de vida, praticando mais atividades físicas e me alimentando um pouco melhor. Um dos primeiros passos que dei foi deixar de seguir algumas dezenas de páginas de comida no Instagram, afinal, uma imagem de uma torta, independente do momento, vai me deixar esfomeadíssima. Além disso, comecei a seguir alguns perfis de pessoas que levavam um estilo de vida mais saudável.”Pode me inspirar”, pensei.

Errado.

Aquele punhado de imagens de mulheres fazendo exercícios às 5h da manhã e comendo um abacate de almoço me deixou muito mal. Me sentia culpada o tempo todo por não estar fazendo a coisa certa e comer um prato de massa me lembrava que eu estava cometendo um grande pecado. Não dá, né?

 

Minha decisão foi deixar de seguir todos esses perfis. Ajudou, é claro. Mas é inevitável não sentir um desconforto ao ver alguns conhecidos seus em festas e badalações enquanto você está gripada em casa assistindo Unbreakable Kimmy Schmidt. E é isso que o estudo reforça, que a imagem que as pessoas passam no Instagram é de que suas vidas são perfeitas, e quando você vê tudo isso de longe acaba se perguntando o motivo de não ser tão feliz assim.

 

Apesar de ser uma rede social com intuito de fazer as pessoas se divertirem, o Instagram pode ser bastante nocivo para a saúde mental de qualquer pessoa. Usar com moderação pode ser uma boa saída, assim como não se intoxicar com o clima de vida perfeita.

 

Fotos: Reprodução/Instagram

 

5 lições para aprender com Girlboss, a nova série da Netflix

22 / 04/ 2017

 By Bruna Schneider

Tirei o feriado de Tiradentes para fazer uma das coisas que mais amo: fortalecer meu relacionamento com a Netflix. Torci para um dia de muito frio e chuva para o cenário ficar perfeito, sem total sucesso, mas de qualquer forma foi bastante satisfatório.

Com o chimarrão matinal em mãos, iniciei Girlboss, a nova série da Netflix, inspirado no livro homônimo que conta a história, real, de Shophia Amoruso, CEO e fundadora do e-commerce Nasty Gal. O livro, além de contar todas as peripécias da protagonista, também dá algumas dicas preciosas sobre como ser uma empreendedora de sucesso. #recomendo.

Fiz uma maratona e matei a primeira temporada em algumas horas. Não sei se foi por causa da cafeína da erva-mate, mas a série me deixou empolgadíssima. A história de Sophia Amoruso, mesmo com uma boa dose de ficção, inspira nós, mulheres, a sermos donas de nossa própria narrativa. Por isso, selecionei 5 lições para aprender com Girlboss.

1 – Você é boa em alguma coisa. Descubra o que é

A então jovem Sophia demora alguns episódios para entender qual é a sua missão na vida. Boa parte do roteiro inicial é dedicado a reclamar da vida adulta e a recusar a crescer. Síndrome de Peter Pan? Até que ela, sem querer, descobre que seu talento é reformar peças de roupas antigas e vendê-las no Ebay. Ao entender o que gosta e o que sabe fazer bem, Sophia investe nisso e acredita no seu potencial. Sucesso na certa.

 

2 – Ser uma garota não deve te impedir de nada

Aposto que boa parte das mulheres pela casa dos 20 e poucos anos passa/já passou por algum momento em que outras pessoas não acreditaram nela. A frase “ah, ela é só uma garota” já foi repetida umas boas vezes para mim. Prefiro acreditar que seja só um fraco argumento (é um argumento?) para nos fazer desistir do que acreditamos. Mas não deveria ser. O fato de ser mulher e jovem não significa nada. Aprendizado é algo que faz parte de qualquer fase de qualquer pessoa e deve servir de estímulo. Se alguém questionar você usando esse tipo de “argumento”, dê as costas.

 

3 – Seja a sua própria heroína

Quer um negócio de sucesso? Quer vencer na vida? Corra atrás. Como diria a grande pensadora contemporânea Britney Spears: “Work Bitch”. Sophia moveu mundos e fundos para manter uma boa reputação em sua página no Ebay e, olha só, teve que catar em livrarias alguns conselhos sobre como tocar o negócio. Hoje você tem um navegador na palma da mão e em alguns cliques você aprende QUALQUER COISA. Se você pode aprender tudo, bom, fica muito fácil fazer a coisa certa, da forma certa e ser a sua própria heroína.

 

4 – Você não é obrigada a nada

Ok, eu sei que isso você pode aprender aqui no blog mesmo. Hehe. Mas a série tem essa mensagem permanente: você não é obrigada a nada. Muita gente dizer para desistir dos objetivos, mas se você tem algo que quer alcançar, ninguém pode te dizer o contrário. A não ser que seja algo ilícito, aí é melhor parar.

 

5 – Apesar de tudo isso, sempre conte com alguém

Sem spoilers, mas uma das grandes lições de Girlboss é: você vai mais longe quando tem boas pessoas por perto. Sophia acredita veemetemente que pode fazer tudo sozinha. Quem nunca pensou assim? Mas ela vai mais longe quando está em grupo e com pessoas competentes. Sempre é possível aprender com o outro e, é claro, ensinar também.

 

E vocês, assistiram Girlboss? O que acharam? Me contem nos comentários.

 

Fotos: Netflix/Divulgação

 

Chega de assédio: mexeu com uma, mexeu com todas

07 / 04/ 2017

 By Bruna Schneider

Os últimos dias têm me dado um calorzinho no coração. E não é porque o verão decidiu ficar aqui no Sul e me chatear com o atraso das temperaturas mais baixas (#teaminverno), mas pelo motivo de ver o Brasil debatendo sobre assédio feminino. Claro que nem todos os comentários da discussão são de dar orgulho, mas é um tema que durante muito tempo foi tratado como uma “simples brincadeirinha” e hoje ganha um novo aspecto.

 

Quem já sofreu algum tipo de assédio sabe o quão embaraçoso e prejudicial pode ser uma cantada, um xingamento, um toque sem a permissão da mulher. Estamos tão acostumadas com um “fiu-fiu” na rua que a nossa resposta é baixar a cabeça e questionar o que fizemos de errado para passar por isso.

 

Eu deveria ter atravessado a rua?
Eu deveria estar com uma roupa mais comprida?
Eu deveria usar uma burca?

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Há poucos dias Su Tonani, figurinista da Globo, escreveu um texto bastante corajoso na Folha de São Paulo denunciando um assédio que ela sofreu do ator José Mayer. Você pode ler o depoimento na íntegra aqui.

 

Agora pensem comigo: você está trabalhando na empresa dos seus sonhos, uma oportunidade profissional que foi difícil de alcançar e você não quer abrir mão deste emprego por nada nesse mundo. Eis que um homem que trabalha com você, com um papel super importante na empresa, assedia você. O que fazer?

 

O que Su Tonani fez foi corajoso, foi empoderador. Expôr para o Brasil todo um assédio ocorrido no maior canal de televisão do país feito por um dos maiores “galãs” das novelas exige sangue no olho. E o mais lindo foi ver como o apoio feminino fortaleceu a figurinista e como nos encoraja a não engolirmos mais assédios. Chega de cabeça baixa.

 

Obrigada, Su Tonani.

Vivi como uma instagramer por alguns dias

28 / 03/ 2017

 By Bruna Schneider

Já comentei aqui no blog sobre o fato de tudo ser tão lindo e perfeito nas redes sociais. Seja pelo abuso de filtros ou de pessoas felizes, o fato é que o feed pode ser nomeado como a mais nova pílula para quem quer ficar na fossa. Ou seja: um punhado de fotos que facilmente inspirariam uma série no canal OFF.

 

E foi aí que me peguei pensando, após olhar o meu próprio perfil no Instagram: o que difere as minhas fotos das fotos dos tão famosos instagramers, ou, aportuguesando, profissionais do Instagram? Por isso decidi passar uma semana como uma instagramer para ver como seria. Na verdade eu só fiz isso por alguns dias, cinco, mais precisamente, porque uma gripe me consumiu e esta não é uma boa pauta para o Instagram.

 

Dia 1: Gripe.

 

Companhia da noite tem Franzen, paracetamol e aquele chazinho que todos nós já precisamos. . #boanoite #semanadeblogueira #instabook #tea #mood

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No dia em que decidi virar uma profissional do Instagram eu tive um dia bastante atarefado no trabalho e comecei a sentir aqueles sintomas chatinhos de gripe. Comecei a me preocupar sobre como eu poderia mostrar algo legal para os meus seguidores se eu só queria ir para casa dormir. Então eu procurei alguns perfis de instagramers e vi uma porção de fotos tiradas de cima com objetos perfeitamente alinhados, seja de pincéis de maquiagem, livros ou algum novo objeto hipster. Pensei: “por que não tirar fotos do livro que estava lendo, um chá antigripal e alguns remédios que estava tomando”? Tirei. Aliás, bom salientar que é muito difícil deixar tudo bem alinhadinho e não fazer sombra na foto ao posicionar o celular acima.

 

Resultado: 29 likes.

 

Dia 2: Look do dia.

 

Look do dia para segurar a quinta-feira. . #lookdodia #semanadeblogueira #look #fashion #blogger #work #oodt

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Toda boa instagramer precisa postar o seu look do dia. Foi o que fiz. Procurei um fundo legal no trabalho, fotografei e marquei as marcas do que eu estava usando. Prática comum no meio. Perdi 15 minutos do meu dia para conseguir a foto perfeita e para encontrar o filtro ideal. O que me surpreendeu é que alguns amigos meus perceberam que não era do meu estilo fazer isso e zoaram nos comentários. Ok, pelo menos não são haters.

 

 

Eu também precisava postar alguma imagem de comida. Bom, eu almoço diariamente no tradicional “quilo” e isso não resultaria em uma boa foto. Decidi ir em outro restaurante, um mais bonitinho, e pedi risoto de camarão, que por sinal estava uma delícia. Demorei uns cinco minutos para fazer a foto perfeita, o que acabou esfriando um pouco a comida. Na legenda coloquei onde estava e o que era o prato, além de comentar que o preço era acessível (que é o que todos inserem nas legendas), mas na verdade eu queria mesmo era estar comendo queijo coalho no quilo pela metade do preço.

 

Resultado do dia: 93 likes, 6 comentários e 4 novos seguidores.

 

Dia 3: Repetindo o combo.

 

 

Como o segundo dia foi bastante positivo em número de likes e seguidores, decidi repetir o combo. Acordei um pouco mais cedo para fazer o look do dia e decidi não mostrar a minha cara porque não deu tempo de me maquiar. Cara de sono não vende. Como sempre, marquei as marcas das minhas roupas e uma delas curtiu a minha foto. Legal.

 

 

O almoço no quilo não era uma opção, então optei por um restaurante indiano, vegetariano, que já tinha visitado e renderia ótimas fotos. Postei três fotos em forma de álbum: entrada, prato principal e sobremesa. Tudo delicioso, então foi fácil ser sincera na legenda. Mas não comi as saladas do prato principal porque odeio folhas. Mas isso ninguém precisava ficar sabendo, só queria que pensassem que sou saudável.

 

Resultado: 65 likes, 5 comentários, 4 novos seguidores e Sodexo com menos saldo.

 

Dia 4: Minhas habilidades são ótimas.

 

 

Sábado, gripe, preguiça e dor. Apesar do dia lindo aqui em Porto Alegre, minha vontade era de dormir 90% do tempo, mas um profissional do Instagram nunca dorme. hehe. Aproveitei para cuidar da minha horta, fiz aquela tradicional foto de cima das plantas e ferramentas. Como pude constatar que foto de comida rende bons likes, fiz um risoto no jantar. Aparentemente deu certo.

 

 

*PONTO IMPORTANTE*

 

Adotei, nas minhas legendas, uma linguagem própria dos instagramers. Inclusive escrevi “seguidor” na maioria dos posts e, gente, é tão superficial. Afinal, meu círculo é de amigos e não seguidores. Mas amigos não rendem muitos likes.

 

Resultado: 77 likes, 5 comentários, 2 novos seguidores.

 

Dia 5: Rosto feliz.

 

In love com a colheita da horta. É fácil ter uma vida mais linda e mais saudável ❤🌿 . #semanadeblogueira #hortaemcasa #blogueira #selfie #blog

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Todo instagramer usa e abusa de selfies. Eu odeio selfies, mas precisava de um rosto feliz para cumprir o desafio. Pedi para o meu namorado fazer uma foto minha com um punhado de manjericão escondendo metade do meu rosto. Fiz a meiga e coloquei um filtro outonal. E, por fim, coloquei uma imagem com frase inspiradora, afinal é isso que instagramers fazem. Procurei uma com que eu me identificasse e postei. Desafio concluído.

 

Resultado: 58 likes, 2 comentários, 3 novos seguidores.

 

Conclusão: você precisa de tempo.

 

👊🚺 . #semanadeblogueira #blogueira #girlpower #power #empoderamentofeminino
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Se vocês conseguirem dedicar cerca de uma hora por dia, terem disposição para acordar cedo e fazer looks do dia, um bom saldo no Sodexo e saúde, vale a pena se você está em busca de novos seguidores e um bom perfil no Instagram. A vida como instagramer não é tão fácil e a vida que eles mostram em suas fotos também não é tão tranquila como eles pretendem mostrar. Me dei conta que a minha vida pode ser bastante chata e bem menos emocionante que a maioria dos perfis que sigo, mas pelo menos não me sinto pressionada a ficar provando alguma coisa para alguém.

 

É chato, mas rende novos seguidores.

5 dias de empoderamento na Semana da Mulher

06 / 03/ 2017

 By Bruna Schneider

A Semana da Mulher começa hoje. Afinal, assim como dietas e a maioria dos planos, tudo acaba começando na segunda-feira. Eu costumo ser meio avessa a essas comemorações meio datadas, como se o Dia da Mulher fosse só em 8 de março. Mas, de alguma forma, essas datas servem para lembrar de nossa importância, de nossos valores e da relevância de continuar lutando pelos nossos objetivos.

 

E que tal passar a semana super ultra mega empoderada? Ou melhor: iniciar seu plano de empoderamento? Até porque ninguém é obrigada a ser empoderada só na Semana da Mulher. Separei cinco dicas de empoderamento feminino para você arrasar não só nos próximos cinco dias, mas dar um upgrade em você mesma que o resto acaba vindo.

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Segunda-feira: Conheça a sua história

Dizem as boas línguas que para entender o seu próprio tempo é preciso ler um bom livro de história. Para entendermos a atual situação política, econômica e social das mulheres, livros de história ou documentários interessantes podem ser bem úteis.

Os livros podem ir desde o clássico de Simone de Beauvoir, O Segundo Sexo, até o pluralíssimo Dicionário de Mulheres do Brasil, de Schuma Schumaher e Érico Brazil. Aqui tem uma lista bem legal para começar a sua biblioteca.

Quanto aos filmes e documentários, você não precisa nem sair de casa. Na Netflix tem várias opções legais e inspiradoras. Destaque aqui para She’s Beautiful When She’s Angry, documentário que fala do movimento feminista da década de 60.

 

Terça-feira: Pare de se autossabotar

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Uma rotina com vícios e preguiça pode ser bem fácil de se acostumar. Mas vamos combinar: a gente sabe que é prejudicial. Não há glamour nenhum em estar sempre atrasada, em não cumprir tarefas, em comer porcarias o tempo todo e viver uma vida sedentária. Sempre é hora de se desintoxicar.

Escrevi aqui algumas dicas de detox que são bem melhores que o seu suco verde com couve.

 

Quarta-feira: Celebre quem você é – e comemore o Dia da Mulher

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Para o melhor dia do mês, por que não comemorar? Reúna as suas amigas e celebre quem você é, quem vocês são. Comemorem as conquistas de cada uma e deem risadas dos erros que aconteceram no passado. Planejar o futuro e sonhar com as suas melhores amigas é tudo de bom.

 

Quinta-feira: valorize as mulheres ao seu redor

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Você se torna cada vez mais empoderada cada vez que empodera outra mulher. Até porque não vale só valorizar as mulheres que são suas amigas e não cumprimentar a moça que limpa o seu prédio. Converse com outras mulheres fora do seu círculo social e as ajude como conseguir. Incentive-as a irem atrás dos seus objetivos e se coloque à disposição. Crie uma rede bacana de suporte mútuo e pare de criar picuinhas com aquela garota que você não gosta e sem ter motivo aparente. Nós somos melhores juntas!

 

Sexta-feira: Ame quem você é e o que você tem

Ok, a gente sabe que a grama da vizinha sempre costuma ser mais verde. Ou que o Instagram dela tem os melhores cenários. Mas você já admirou a sua grama hoje? Não menospreze o que você já conquistou ou o que você já tem. Aposto que você tem muitas coisas a agradecer e a comemorar e é importante lembrar disso todos os dias. E como é sexta-feira, você pode fazer isso em forma de happy hour, o que é melhor ainda. YAY!

 

Fotos: Reprodução/Pinterest

Detox de início de ano

01 / 03/ 2017

 By Bruna Schneider

As nossas vidas, assim como armários e gavetas, podem se tornar bagunçadas com o passar do tempo ao acumular pencas de coisas que ou não servem mais ou perderam a importância gradativamente. Claro que às vezes acontece um sentimento de apego com essas tralhas que acumulamos, não importa o quão inúteis elas sejam.

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Mas assim como uma superfaxina se faz necessária nos armários de vez em quando, nossa vida também pede uma limpeza brusca. Quando jogamos fora objetos que não servem mais, mais espaço é liberado e a sensação de tudo estar em ordem é gratificante. Muito gratificante. O mesmo se aplica em nós. Livrar-se de coisas que não mais acrescentam liberam o nosso melhor espaço e pode ser gratificante. Muito gratificante.

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Vamos à faxina?

 

Amizades disfuncionais

De vez em quando você experimentará uma epifania em que é possível perceber que um amigo acaba deixando você mal em alguma conversa ou em algum encontro. Tudo bem que cervejas estão aí para melhorar isso, mas vamos combinar: não é o ideal. Amizades são por escolha, não por obrigação. Você não é obrigado a permanecer perto de alguém que pode exercer uma influência negativa sobre a sua saúde e felicidade. Como detectar uma amizade tóxica: muitas críticas, concorrência e inveja, por exemplo. Você não precisa disso.

 

Romances tóxicos

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Se você está em um relacionamento que mais parece uma montanha-russa (e muitas vezes os baixos são mais frequentes que os altos), caia fora. Isso ocorre também em “quases relacionamentos”. Já assistiu a Sex and the City? Há muitos Mr. Big por aí que colocam as mulheres para cima, depois para baixo, cima e baixo. É tóxico e prejudicial. Não brinque de ser Carrie Bradshaw.

 

Limpe o seu feed

A ciência já chegou a dizer que seguir alguns perfis ou páginas que você odeia por serem toscos pode ser benéfico para você. Mas na verdade isso polui ainda mais as redes sociais já poluídas. Deixe de seguir tudo que causa alguma reação ruim em você, o que inclui ex-amigos, ex-namorados, conhecidos que compartilham notícias falsas e até aquela pessoa que você só adicionou porque foi obrigada. E o melhor: no Facebook você pode apenas “deixar de seguir” sem necessariamente desfazer amizade com o contato. Não é ótimo?

 

Livre-se dos pensamentos negativos

Todos nós temos alguns pensamentos esquisitos – e negativos – de vez em quando. Mas se nós não eliminarmos, eles podem se tornar uns bichinhos bem chatinhos que minam o nosso comportamento. É aí que entram as Quatro Perguntas. São questões que nos fazemos toda vez que algum pensamento negativo tenta nos contaminar. Vamos a elas.

 

1. O pensamento é verdadeiro? Exemplo: serei demitida?

2. Isso é totalmente verdade? Exemplo: bom, eu não tenho nenhuma prova. Mas tá na cara que vai rolar.

3. Como eu me sinto pensando assim? Exemplo: me sinto estressada e não consigo trabalhar bem.

4. Quem eu seria sem esse pensamento? Exemplo: eu ficaria mais tranquila trabalhando e estaria menos ansiosa durante grande parte do meu dia.

 

Agora é hora de inverter o pensamento negativo em positivo e fornecer provas a si mesma de que a versão positiva pode ser a verdadeira. Exemplo: não serei demitida, meu chefe me elogiou na última semana, eles não me demitiram sem algum motivo muito relevante e vou começar um novo projeto amanhã para provar o valor do meu trabalho.

Que tal?

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Livre-se dos maus hábitos

Aqui você pode incluir todas as coisas que você sabe que não fazem bem: beber excessivamente, não fazer exercícios, fumar e comer porcarias todos os dias. Mesmo que possa soar gratificante, nós sabemos que nossos corpos não são máquinas e que com a idade chega também a necessidade de tratar melhor o seu próprio corpo. Não precisa ser radical, mas dedique alguns dias da semana para se cuidar, seja fazendo exercícios, hidratação de pele ou comendo legumes. Seu corpo e a sua mente merecem o melhor.

Transformando casa em lar

12 / 02/ 2017

 By Bruna Schneider

Em maio deste ano eu completarei quatro anos fora de casa. Da casa dos meus pais, na verdade. Desde então eu tenho corrido atrás de um bom emprego, de bons salários e novas experiências, o que tem me empurrado pra longe de onde nasci. O primeiro passo para fora de casa, em 2013, foi para Novo Hamburgo. Decidi me mudar para lá devido à proximidade com a Universidade e porque lá o mercado de comunicação – estava estudando Jornalismo – tinha boas opções. Lá eu morei em dois apartamentos.

 

Contudo, no ano passado, surgiu uma oportunidade profissional que me empurrou para Porto Alegre. Eu não estava disposta a encarar duas horas de trem por dia, então facilitei a minha vida e fiz mais uma mudança. Desta vez, acompanhada do meu namorado, que também não era obrigado a encarar horas em um trem sem ar condicionado todos os dias. Juntamos as escovas de dente.

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Eu sei que os dois primeiros parágrafos parecem um monte de lenga-lenga, mas já quero mostrar o meu ponto. Nos últimos quase quatro anos, morei em três lugares diferentes. Todos apartamentos alugados variando o ano de construção e os metros quadrados. Cada um com um jeito diferente, definidos com base no gosto por decoração dos proprietários ou locadores anteriores – eu ainda estou tentando aceitar a discreta marca de cigarro na pia do banheiro da suíte com meio centímetro de circunferência deixada pelo proprietário do apartamento.

 

Não sou obrigada.

 

Todas as mudanças que fiz têm uma coisa em comum: a dificuldade da adaptação. Não que eu não goste de mudar – volte aos primeiros parágrafos -, mas é que quando se trata de casa as coisas soam de forma um pouco diferente. Ouvi alguém dizer não lembro onde que CASA é o espaço físico onde você deixa suas coisas. LAR é onde você vive. Quando se muda o espaço físico, um lugar que inicialmente não é seu, existe o desafio de transformar isso em lar, proporcionar um ambiente que seja um porto seguro, que seu coração se sinta bem, que seja possível olhar ao redor e identificar aquilo como uma extensão da sua alma.

 

Mas quando o espaço não é seu, o desafio é dobrado.

 

Por isso eu tenho procurado formas de deixar cada canto dos 100m² do meu apartamento com a minha cara. Ou nossa cara, porque envolve também a cara do meu namorado.

 

Antes da mudança eu desapeguei de muita coisa. Mil tralhas que já não tinham utilidade no antigo apartamento, então por que serviriam agora? Foi revigorante. A sensação de deixar coisas inúteis para trás pode ser tratada como terapia. Além disso, contei com a boa vontade do locador que se dispôs a pintar o apartamento do jeito que queríamos.

 

A decoração é possível mudar constantemente. Tenho a sorte de namorar um aspirante a decorador, que tem muito bom gosto e trabalha próximo a uma Tok&Stok. VITÓRIA DAS MANAS! Deixamos cada cantinho com a nossa cara: quadros com referências a filmes que assistimos, revistas que escrevemos, porta-tampinhas de garrafas que bebemos e outras coisinhas mais. Além disso, criamos novos espaços perfeitamente adaptados para fazemos atividades como trabalhar, estudar, ler, etc. Por exemplo: um cantinho que estava vazio virou um office dos mais queridos.

FotorCreated

Plantas também se tornaram uma boa opção. Além de já proporcionarem uma energia legal aos ambientes, são lindas da forma mais simples. Nossa cozinha já conta com quase uma dezena de vasinhos de temperos e a sala de baixo recebeu um bonsai de amoras. Livros que amamos tomaram conta das prateleiras já existentes, luminárias criaram ambientes intimistas e almofadas coloridas que compramos da Camis deixaram tudo mais alegre.

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Hoje, depois de quase um ano vivendo neste apartamento, posso dizer que me sinto em casa. Ou melhor: no lar. O tempo também pode ser um bom ingrediente para essa mudança, é claro. Mas pequenas coisas podem tornar um apartamento alugado em um cantinho com a nossa cara. A dica que deixo aqui é: invista em extensões das coisas que você gosta, que você se identifica, e reserve tempo para fazer o que você ama dentro de casa. Guarde as melhores experiências. Se precisar colocar tudo novamente em uma caixa de papelão e chamar o caminhão de mudança, repita o processo. Lar é o que você carrega dentro de si. Só lembre de colocar isso onde você mora.

Passar um tempo sozinho é revigorante

27 / 01/ 2017

 By Bruna Schneider

Quem me conhece assim, só de vista, tende a achar que pelo fato de eu ser falante e trainee de comediante eu seja do tipo de pessoa que adora estar no meio do convívio social. Ou seja: que adora dar umas bandas por aí, sair, estar sempre rodeada de pessoas.

 

Mas não.

 

Eu trocaria tudo isso por um sábado chuvoso para eu vestir moletom, testar alguma nova receita, assistir Netflix, ler e dormir umas 22h. Seria meu sonho?

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O problema é quando eu sou obrigada a sair. Tenho pavor. Eu me esforço para ser socialmente agradável, mas lá no fundo eu estou pensando em como a minha cama é mais convidativa. Ficar em casa sozinha é tudo de bom.

 

Só que quando você é uma jovem de 24 anos, cheia de saúde e exalando energia – KKK – as pessoas entendem que você PRECISA sair. “Vá numa festa”, “Saia com seus amigos”, “Vá pegar um sol”, “Como assim faz um ano que você não fica de porre?” são algumas pérolas que surgem. E pior: há quem entenda que as pessoas que preferem ficar em casa e um pouco reclusas são egoístas, do tipo que se sentem tão superiores a ponto de não querer conviver com os outros.

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Fui ler alguns artigos pelo vasto mundo que é a internet e encontrei um texto muito interessante que dizia que passar um tempo sozinho faz de você alguém melhor no convívio social. Me senti abraçada.

 

Alguns psicólogos afirmavam, no artigo, que algumas pessoas encontram mais energia estando sozinhas do que convivendo com outras pessoas e que passar um tempo sozinho é crucial.

 

A psicóloga Jennifer McCarroll explica, no texto, o seguinte:

 

“Os perfis introvertidos/extrovertidos são complicados pelo fato de que a maioria das pessoas não é 100% introvertida ou extrovertida. Então às vezes um extrovertido pode sentir uma grande necessidade de passar um tempo sozinho para processar algo e a maioria dos introvertidos é suscetível à solidão e precisa do tipo certo de conexão social para se sentir satisfeito e equilibrado”.

 

Passar um tempo sozinho significa se ouvir, se entender, se curtir. Por mais que possa soar egoísta, faz bem, é saudável. Ninguém é obrigado a ficar o tempo todo pegando sol, fazendo festas, rodeado pela torcida do Flamengo. Passar um tempo sozinho pode ser uma terapia.

 

Por isso, da próxima vez que se sentir obrigado a sair para cumprir agenda com seus amigos, aprenda a dizer não. Quem gostar de você de verdade irá entender o seu tempo e garantir que sempre haverão outras oportunidades.