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Sobre a nossa necessidade de rotular

13 / 07/ 2016

 By Bruna Schneider

Não lembro muito bem o mês, muito menos o dia. Estava eu, trabalhando, e comentei por alto com os colegas mais próximos que estava ouvindo uma playlist da rádio Antena 1 no Spotify para me inspirar. Sabe como é, envolve um misto de nostalgia e nos lembra uma série de coisas boas que vivemos. Ou talvez só seja um pouco do meu espírito de mulher de 40 anos falando mais alto.

 

Alguns colegas me olharam um pouco torto, refletindo se riam ou não. Seria uma piada ou aquela guria louca está falando sério?

 

Sim, estava falando sério. Inclusive, recomendo.

 

Quem pouco me conhece acha que só ouço rock e Beyoncé. Talvez seja o que eu mais compartilho nas minhas redes sociais, porque é o que eu mais ouço mesmo. Mas qual o problema de gostar de algo que, a princípio, não se encaixa no padrão que as pessoas enxergam você?

 

Já parou para pensar em como nós deixamos de fazer coisas porque “ah, o que os outros podem pensar de mim”? Quem nunca deixou de ler um livro porque alguns comentam que é leitura pobre? Deixou de dançar na boca da garrafa porque é “brega e vulgar”? Fingiu que não conhecia João Kleber e não fazia ideia do que era o Teste de Fidelidade mesmo assistindo algumas vezes aos sábados de tédio?

 

porque-os-seres-humanos-criam-rotulos-uns-para-os-outros

 

Por favor, né gente.

 

Não existe problema nenhum em fazer o que se tem vontade. O problema está em deixar de fazer por medo do que as outras pessoas podem pensar. Sair da caixinha e rasgar algumas etiquetas é bom, é saudável, nos permite pensar diferente, conhecer coisas novas, descartar algumas e ir evoluindo.

 

Até porque ser o preconceituoso que fica falando mal de funk é tão 6ª série…

 

Já ouvi de um antigo colega de trabalho que tenho muita cultura inútil na cabeça após citar uns dez memes diferentes que envolviam reality de drag queens, vídeos engraçados e programas de televisão dos anos 90. Agora, permito dar uma resposta: cultura inútil é ter preconceito de se reinventar.

 

Sair do próprio molde é saudável, faz bem. Recomendo.

 

Foto: Reprodução/Web

 

 

Santa Indignação, Santa Ignorância

13 / 06/ 2016

 By Bruna Schneider

Santa Indignação

 

Ontem, um belíssimo domingo de sol, acordei lá pelas 11h com a cara mais amassada que eu poderia ter. Ao ir para a sala, meu namorado assistia televisão e, antes mesmo de me situar estando bêbada de sono, ouço sobre um massacre em uma casa noturna. Eu já havia passado pelo mesmo filme antes, no caso da Boate Kiss. Levei um susto.

 

Meu namorado não demora em dizer que houve um massacre em uma casa noturna nos Estados Unidos. Em questão de segundos, o repórter anuncia que a boate era LGBT.

 

O coração apertou.

 

Cerca de 50 mortos, eles disseram.

 

Eu gelei.

 

Naturalmente, eu não conhecia nenhuma das vítimas. O local, bem, é na outra ponta do continente. Mas não importava. Mesmo sendo um belíssimo domingo de sol, meu dia perdeu um pouco a cor. Imagine então como foi para quem lá estava.

 

Quem me conhece sabe que é no Vale dos Homossexuais onde dou as melhores risadas, ouço os melhores conselhos, encontro alguns dos melhores amigos que eu poderia ter. Costumo dizer que a comunidade gay tem um brilho tão próprio, um coração tão gigante, que só sendo assim para conseguir sobreviver a essa maldita selva que a gente inventou de chamar de mundo.

 

A ignorância da humanidade chegou a tal ponto que uma arma com algumas balas é a resposta para mentes doentes resolverem seus próprios problemas.

 

Não é de hoje que Ana Paula Valadão posta sua #SantaIndignação contra formas de amor diferentes da sua. Marco Feliciano disse ontem, em meio a tanto luto, que a causa LGBT estava “se aproveitando” de uma tragédia para se promover. Bolsonaro já disse que “filho gay é falta de surra”. Semana passada, um menino que gostava de lavar louça foi morto pelo próprio pai por não agir como “homem”.

 

Santa ignorância.

 

Hoje começamos a semana de luto. Por Orlando. Pela luta. Pela sanidade. Pela humanidade.

 

Foto: Reprodução/Web

 

 

Burocracias e coisas de hoje em dia

03 / 05/ 2016

 By Bruna Schneider

Era mais um daqueles dias frios de abril. Talvez um pouco mais gelado que o normal. Saí de casa cedo pela manhã para ir ao cartório resolver uma das 257 coisas pendentes da agenda. Burocracias, coisas que quando a gente vira adulto tem que aprender a fazer. Estava vestindo uma calça jeans preta, blusa de mangas compridas preta e um grosso e comprido casaco de inverno igualmente preto. Mais um dia como gótica trevosa, porém nem tão dark assim. Talvez só para afinar a silhueta.

 

Chego ao tabelionato 8h40. Fechado. “Abre só às 9h”, foi o que disse uma senhorinha de um metro e meio de altura à minha frente na fila. Teria que esperar.

 

Ela estava acompanhada por outra senhorinha, com seus também um metro e meio de altura. Pareciam irmãs. Aparentavam ter, as duas juntas, certamente bem mais de um século de idade e vestiam roupas de lã, aquelas que conhecemos como as “roupas quentinhas de vó”. Eram amigáveis.

 

Jornalista que sou (na verdade sou curiosa e enxerida mesmo. O “jornalista” é desculpa), fiquei prestando atenção na conversa das duas. Basicamente, o diálogo se resumia a reclamações. Sobre filas, sobre ter que esperar, sobre as pessoas mal educadas que esbarravam em outros nas ruas sem se desculpar e, principalmente, sobre a demora dos estabelecimentos em abrir as portas.

 

“Tudo abre muito tarde. As coisas deveriam abrir às 8h da manhã. Essa juventude quer acordar cada vez mais tarde. E pra quê?”

 

Elas continuaram falando sobre como era bom o frio ter voltado, pois os dias de calor incomodavam e não dava vontade de fazer nada. “A gente fica suando, grudando, a roupa fica manchada de suor e é horrível de lavar”, argumentava a de botas lilás que mais pareciam pantufas de pelúcia.

 

Meditei. Poucas vezes na vida eu me identifiquei tanto com pessoas que nem conhecia. E, olha só, com duas senhorinhas aparentando ter mais de 60 anos de idade. Talvez eu tenha envelhecido rápido demais. Ou seria bobagem da minha cabeça mesmo. São só algumas coincidências.

 

O tabelionato abriu e fiz o que tinha que fazer. Malditas burocracias. No meu tempo não era tudo tão enrolado assim. Quando eu era mais nova as coisas pareciam bem mais fáceis. Ah, aquele tempo era bom.

coisas de hoje em dia

Foto: Reprodução/Web

 

instagram.com/margotmagazine

 

 

Somos um bando de mentirosos? Sim!

25 / 04/ 2016

 By Bruna Schneider

Quem nunca, em um domingo à noite, em um misto de dor e sofrimento pelo fim do final de semana, abriu as redes sociais e pensou: “Poxa, só eu que me sinto assim?”. Não se culpe, é normal. Afinal, o que você verá em sua timeline são comidas apetitosas, uma viagem incrível para o litoral, uma selfie com a pele perfeita. Cadê a fossa de assistir Faustão?

 

Somos um bando de mentirosos. Sempre fomos. A gente acusa os caras lá de Brasília de mentirosos e blá blá, mas a gente também é. Discorda? Está mentindo.

 

Nós mentimos que não arrumamos a casa porque não deu tempo, que nos atrasamos porque o trânsito, ah o trânsito, estava caótico, que não fomos à academia porque estava chovendo, que não nos alimentamos melhor porque é muito demorado cozinhar e cortar legumes. Ok, algumas são até meias verdades, mas não deixam de ser mentiras.

mentirosos

Mentimos que só temos Facebook por causa do trabalho, que vamos parar de beber (principalmente em algum domingo de manhã), que aquela saia tamanho P vai voltar a caber depois da dieta. Blasfêmia.

 

Em A Tempestade, Shakespeare define muito bem: “O inferno está vazio e os demônios estão todos aqui”. E não é?

 

No fim, vivemos nesta rede de mentiras (rende até nome de novela mexicana). Nem todas são ruins, convenhamos. Mas pensemos bem antes de nos julgarmos plenamente sinceros. Eu prometo melhorar. Mentira? Depende do ponto de vista.

 

Foto: Reprodução/Web’

 

instagram.com/margotmagazine

 

 

A gente não sabe lidar com diferenças

18 / 03/ 2016

 By Bruna Schneider

Acredito que 80% dos problemas mundiais poderiam ser resolvidos se nós aceitássemos melhor as diferenças. É difícil, né? Diria até que é quase utópico afirmar que praticamente todas as tretas poderiam ser solucionadas assim. Mas é o que eu acho.

 

Nós temos uma grande dificuldade em aceitar que as outras pessoas não sejam iguais a gente. Consciente ou inconscientemente, criamos em nossas cabecinhas alguns padrões de estética, atitudes, posicionamentos. Tudo que foge àquela imagem que concebemos nos causa alguma reação que pode ser de preconceito, indiferença, ódio, intolerância ou até pena e solidariedade. Cada um reage conforme a bagagem que tem dentro de si.

 

Faz alguns dias que essas diferenças estão acentuadas a níveis elevadíssimos, principalmente nas redes sociais. As discussões, independentemente do nível, têm um único objetivo: cada um quer que o outro pense como ele pensa. A gente não sabe lidar com diferenças.

 

Seria muito ingênuo da nossa parte acreditar que todas as histórias tenham um lado bom e um lado ruim. Isso não existe. Aliás, ninguém é 100% bom ou ruim. Me perdoem o trocadilho, mas todo mundo tem “aquele 1%”. Ok, podem rir. Mas é verdade, não é?

lidar com diferenças

É perda de tempo querer que as outras pessoas pensem e ajam como nós. Isso é simplesmente impossível! Imagine sete bilhões de pessoas no mundo pensando igual. Aliás, que graça teria? O nosso exercício diário é entender que é OK se o outro tem uma opção sexual diferente da sua, torce para um time que não é o seu, tem uma aparência completamente distante da que você gosta, defende um ideal político avesso ao seu.

 

Tolerância, compreensão e debates saudáveis se preciso for. Afinal, é da conversa entre diferentes que surgem grandes ideias.

 

A gente precisa aprender a lidar com as diferenças.

 

Fotos: Reprodução/Web

 

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As mulheres que não eram feministas

08 / 03/ 2016

 By Bruna Schneider

Durante muito tempo da minha vida eu não me declarei como feminista. Hoje parece piada, mas há alguns anos não era bem assim. O feminismo que eu via na televisão e na internet era o do FEMEN e o do Pussy Riot. Ou seja, mulheres seminuas invadindo igrejas e instituições com palavras de ordem, quebras de ícones religiosos, marcha das vadias, essas coisas. Bom, vocês sabem.

 

Cada um tem a sua luta e as suas razões, mesmo eu não concordando. Eu não me via nessas garotas. Elas não falavam a minha língua – e talvez não falem até hoje. Nada contra. Só não me identifico. E, por isso, disse em alto e bom tom durante anos que eu não era feminista.

 

Mas, com o passar dos anos, a vida fica mais complicada, a gente vai amadurecendo e entendendo melhor as coisas. Minha mãe sempre teve razão ao dizer que a opinião das pessoas muda e que você vai ser várias pessoas ao longo da vida. É normal. É pertinente ao crescimento humano. E foi nessa fase que descobri que o feminismo não era bem aquilo que eu via na mídia. Eis que a ficha caiu:

 

Eu era feminista e não sabia.

feministas

Descobri isso quando comecei a entender, de fato, o que era o feminismo: acreditar na igualdade econômica, política e social entre os sexos. Só isso. Não é pedir muito.

 

Foi então que comecei a trabalhar e vi que tinha homens desempenhando a mesma função que eu, realizando-a porcamente e recebendo um salário melhor que o meu; quando fui chamada de gostosa por um asqueroso desconhecido na rua e tive que me calar por medo de ser agredida; no momento em que deixei de usar saias, vestidos e bermudas no transporte público por medo de ser encoxada ou assediada; quando fui calada em uma reunião de trabalho porque “mulher não entende dessas coisas” ou quando tive que usar um amigo meu como namorado nas casas noturnas para os caras me respeitarem.

 

Eu odiava tudo isso.

 

Eu queria que as coisas fossem diferentes.

 

Eu não aguentava mais ficar quieta vivendo em uma realidade que me prejudicava por causa do meu sexo.

 

Eu descobri que era feminista.

 

Assim como uma sociedade, há também uma pluralidade no grupo feminino. Cada mulher carrega uma luta diferente, muitas até que eu nem conseguiria explicar da melhor forma. Cada uma tem uma cruz específica para carregar. E são várias, na verdade. Mas é claro que isso não inibe o fato de tentarmos compreender cada luta e prestar uma palavrinha bem mágica: sororidade.

 

Migas, somos mais fortes juntas. Queimem seus sutiãs da maneira que conseguirem, no ritmo que for. Mas deem o primeiro passo.

 

Foto: Reprodução/Web

 

instagram.com/margotmagazine

 

 

A incrível geração de mulheres mal amadas

07 / 03/ 2016

 By Bruna Schneider

Elas não andam sorrindo muito pelas ruas. Muito pelo contrário. Dependendo do momento, fazem até cara de competidora do UFC, mais agressiva até que Ronda Rousey no octógono. No olhar, um misto de sentimentos que envolve “não mexe comigo” com “posso te bater na sua cara, se quiser”.

 

Elas evitam ser simpáticas. Acham que não são obrigadas. Respostas curtas e talvez grossas. Sem delongas, sem aberturas, sem entrelinhas. Diretas. Talvez nem haja tempo para respostas.

 

Elas, no trabalho, podem ser a sua pior colega. Trabalham duro. Falam grosso. Não se deixam ser interrompidas. Sua opinião ficará sempre evidente. Elas gostam de se posicionar. Não ouviram o que ela disse? Ela fala em alto e bom tom quantas vezes for necessário. Não gostou? Pede pra sair!

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Elas estão sempre na TPM. Pelo menos é o que andam dizendo por aí, assim como que talvez elas devessem transar mais. Aliviar o estresse. Tirar aquela constante cara de brava. É o que falam. 

 

E como elas reclamam! Deus! Vivem querendo coisas, o tempo todo. Problematizam demais. Veem complicação em tudo. Uma enciclopédia de mimimi. É o que andam comentando por aí.

 

Essa incrível geração de mulheres mal amadas, que contam os sorrisinhos que podem dar em público, que evitam ceder o seu pouco espaço com quem não lhes convém, que não gostam de ser olhadas e elogiadas por qualquer um, que colocam o pau na mesa e detestam ter que usar essa expressão.

 

Essas mulheres mal amadas.

 

Foto: Reprodução/Rede Globo

 

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Para refletir: somos a geração Peter Pan?

15 / 02/ 2016

 By Bruna Schneider

No último final de semana eu li um texto que foi um verdadeiro tapão na cara. Sério. O autor falava sobre como a nossa geração, que as pessoas decidiram chamar de Y, acha que vive num parque de diversões e esquece da vida real. Em outras palavras, é isso. Se você quiser ler o texto e chorar comigo, veja aqui.

 

E não é que o cara tem razão? Aposto que você já se pegou pensando em como os seus pais conseguiram comprar uma casa, casar, sustentar uma família, ter um carro na garagem e tudo isso antes dos 30 anos. E você, aí, ansioso pela estreia da nova temporada da sua série favorita, ganhando um salário mínimo em um lugar que te disseram que te dava prestígio, conforto e uns cafés de graça. Ah, sem esquecer do quanto você vai parecer descolado se lá trabalhar.

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É nisso que a gente se transformou? Na geração Peter Pan que vive na Terra do Nunca e nos esquecemos de crescer? Que as responsabilidades de uma vida adulta são uma cruz pesadíssima que precisamos carregar e que “nossa, que vida difícil”?

 

Se você está confortável na Terra do Nunca, ok. Mas está proibido reclamar que não sai do aluguel ou do salário mínimo.

 

Já passou da hora da nossa geração cumprir toda liberdade e revolução que prometeu. Ser tudo isso só na internet não dá. Não queremos uma mudança agora, mas que tal dar o primeiro passo? Reclamar no Twitter não vai deixar nossa geração mais descolada. Só se for da realidade.

 

Fotos: Reprodução/Web

 

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Volta, Orkut! Porque por aqui não tá fácil…

03 / 02/ 2016

 By Bruna Schneider

A gente sabe que a vida não tá fácil pra ninguém. Mas isso a gente sabe só agora. Ou percebeu só agora. Todos nós temos problemas e antes depositávamos nossas angústias em SMS cazamiga, escrevendo em nossos diários ou, no máximo, criando um blog emo reclamando da vida e chorando as pitangas. Era praticamente isso.

 

Mas hoje, basta logar em seu Facebook, Twitter ou Snapchat que não vai demorar muito para você ver imagens como esta:

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Ou essa: 

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E ainda essa:

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Das duas uma: ou a nova moda internética é sofrer ou o negócio tá ruim pra todo mundo. Reclamar nas redes sociais gera um senso de empatia, em que você encontra não só os seus amigos que têm os mesmos problemas que os seus, mas gente de todos os cantos que se une em prol de reclamar por alguma causa em comum. Algumas dessas reclamações viraram até memes, como o “Queria estar morta” ou “Não está sendo fácil”.

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A impressão que isso tudo passa é que ninguém mais está com tesão em viver ou pelo menos se esforçar para mostrar que está tudo bem. Que é normal tomar um banho de chuva no caminho do trabalho ou faltar dinheiro no final do mês. Acontece ¯\_(ツ)_/¯

 

A gente até pode considerar tornar as redes sociais uma grande terapia em grupo, mas vamos tentar fazer isso com bom humor?

 

Se isso não funcionar, lembre-se: era isso que eu via no Orkut?

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Fotos: Reprodução/Web

 

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Manual prático do atleta iniciante

05 / 01/ 2016

 By Bruna Schneider

Faz umas semanas que decidi começar a me mexer. Alguns chamam de fazer exercício, eu chamo de desenferrujar. Desde que fui morar sozinha e tive que conciliar uma rotina intensa de trabalho + aula + dona de casa + sono razoável, faltou tempo e energia para praticar algum exercício que não fosse carregar as sacolas do supermercado até em casa.

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Como consequência de uma rotina nada saudável, optei por fazer alguma coisa que fizesse bem para o meu corpo, depois de 23 anos dedicados ao bem estar mental. Sem dinheiro e com disposição, peguei um tênis velho e uma roupa confortável e fui pra rua. Eu corri até onde pude. Depois caminhei. Depois corri. E por fim morri. E, amigos, foi bem legal. Acho até que meus resultados estão bons para o pouco tempo dedicado.

 

Para incentivo próprio, baixei o Spotify no meu celular para poder ouvir algumas músicas inspiradoras. Ouço desde Beyoncé e Rihanna até Led Zeppelin e Guns’n’Roses. Também fiz o download de um aplicativo para monitorar meu exercício e, gente, como esse app é espertinho.

 

Preciso confessar que fiquei chocada com a pressão que o app faz para compartilhar os resultados dos exercícios. Sério. Qualquer coisinha que você faz, ele convida – ou obriga – você a divulgar isso para os quatro cantos e esbanjar uma vida saudável. Não.

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Longe de ser uma promessa para 2016, decidi dar mais atenção ao meu corpo. Longe (bem longe) também de querer terminar o ano à la Gracyanne Barbosa ou Gabriela Pugliesi, só quero uma vida mais saudável mesmo. Indico fortemente. É de graça, pode se adequar ao tempo que você tem e te deixa bem mais disposto. Fora as dores nas pernas nos primeiros dias, é claro.

E vocês, o que praticam?

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Imagens: Reprodução/Web

 

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