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Uso obrigatório de salto alto? Que ano é hoje?

20 / 05/ 2015

 By Bruna Schneider

Você deve ter visto na sua timeline nas últimas horas que a organização do festival de Cannes proibiu um grupo de mulheres com mais de 50 anos de assistir a um dos filmes porque:

 

A) Estavam dançando É O Tchan no tapete vermelho

B) Possuíam tatuagens na testa com a frase “I Love Romero Britto”

C) Levaram frango com farofa para a sessão

D) Não estavam usando salto alto

 

Por mais que sejam absurdas , acredite: a alternativa D está correta. Sim, é isso mesmo. Você pode conferir mais informações sobre o caso aquiA pergunta que fica é:

 

Que ano é hoje?

 

Em pleno 2015 ainda obrigam as pessoas a seguirem um padrão tão, mas tão antiquado, que revoltou um pouco a blogueira que vos fala. Neste caso, impõem um padrão estético para mulheres com mais de 50 anos que, possivelmente, já passaram por tanta coisa nesta vida que a última coisa que se importariam é com o uso do salto alto.

 

giphy

 

Eu, que estou longe da casa dos 50 anos, confesso que detesto usar salto alto. Tenho 1,75m de altura e sou desengonçada por natureza. Quando uso um sapato com salto alto me sinto um boneco de Olinda. Além disso, por que raios a maioria deles é tão desconfortável? Inclusive, eles deveriam vir em um kit com Band Aid, esparadrapo, gase, creme refrescante para os pés e um seguro de vida.

 

Gente, não dá.

 

Há quem adore um salto e arrasa com ele. Mas isto não deveria ser imposto para ninguém. Afinal, por que alguém deveria ser obrigado a calçar algo que não gosta para seguir um padrão? Relações públicas de Cannes: vamos melhorar isso para o ano que vem. Ok?

Mais que um meme: um lema

18 / 05/ 2015

 By Bruna Schneider

Aposto uma barra de chocolate que você já disse ou teve vontade de dizer um sonoro:

 

                     

 

Se não teve, ainda vai ter. Ele pode vir seguido de uma tarefa chata, de um encontro desagradável ou daquela alface com chia horrorosa que você acha que é obrigada a comer para ver se perde aquele culote que todo mundo tem (OK, talvez a Gisele não tenha). A questão é:

 

Ninguém é obrigado a nada. A nada.

 

Tá, somos obrigados a pagar as prestações daquele vestido que foi usado uma única vez ou então o aluguel do apartamento por motivos de não querer ser despejada. Somos obrigados a muitas coisas, mas a filosofia por trás desta frase é muito mais um estilo de vida do que propriamente uma desculpa ou até um meme de Facebook.

 

Não ser obrigada é, basicamente, não se importar com tudo. Afinal, por que devemos nos importar com tanta coisa? Isso se chama neura, e dá rugas. Quando nos importamos demais se aquela chata da faculdade está mais magra que nós (e ainda por cima come Mc Donalds duas vezes por semana), se alguém comenta em seu post no Facebook algo contraditório ao que você disse, ou então quando o cara que você está afim visualizou e não respondeu sua mensagem no WhatsApp… A lista é infinita!

 

Quantas vezes mudamos ou fazemos algo que não gostamos apenas para ser aceita ou estar dentro dos “padrões”? Aliás, que padrões são esses? Bom, isso é conversa pra outra rodada de cerveja. A questão é: ninguém é obrigado a nada. A nada. Não se importar com tudo implica em estar mais confortável consigo mesma e proclamar em alto e bom tom que você não precisa estar incrível o tempo todo, que o discurso de ódio nas redes sociais não te atinge e que se alguém te deixou no vácuo, bom, azar desta criatura.

 

Ser adepto da filosofia do “não sou obrigada” é libertador. Recomendo. Só lembre de pagar suas contas ao final do mês. Sim, você é obrigada.

I am not thank you :P

15 / 05/ 2015

 By Bruna Schneider

Viral que extrapolou as fronteiras do pensar? Provérbio latim livremente traduzido? Título de manual de seita macabra? Seja qual for a origem da dita-cuja, poucas expressões traduzem com tanta maestria a sina do nosso tempo: Não sou obrigada é bem mais que um meme. É um grito de guerra manifesto que dá voz à nossa indignação. Não importa se sua causa contempla a unha que quebrou quando você saiu do salão ou se diz respeito ao aumento da passagem de ônibus. Aqui, toda causa é legítima. Até porque você não é a obrigada ler os posts desse blog, a menos que queira rir da paródia cotidiana desta jornalista que mata um leão por dia, inspirando-se na própria vida (e por vezes na vida alheia) para redigir as crônicas da existência real. Além de jornalista multimídia, eu, Bruna Schneider, sou analista de mídias sociais, me aventuro como fotógrafa e não sou obrigada a nada.