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Seminário de terapias integrativas aborda os Transtornos de Ansiedade

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02 / 05/ 2017 em: 

 Check-upLifestyle ; By Marcela Brown

Certamente entre os protagonistas dos males deste século, os Transtornos de Ansiedade – muito embora tenham prevalência em alguns perfis –, não parecem eleger sexo, classe social nem idade. Não seria de estranhar, ainda, que diante da amostragem tão vasta de pessoas e estilos de vida, além do nível de estresses e violência nas cidades, que o Brasil seja recordista mundial em casos de Transtornos de Ansiedade, levando ao ranking de estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) nada menos 23,9% de sua população. Estaríamos nós, em pleno terceiro milênio, vivenciado a Era da Ansiedade? Quais os desafios que os profissionais da Psiquiatria, aliados a outros profissionais da saúde têm a enfrentar e de que forma podem contribuir para amenizar ou combater o sofrimento daqueles que são acometidos por esta doença tão antiga mas agora tão moderna, tão frequente e tão infiltrada em nossa sociedade?

 

Pensando na importância dessa discussão e, principalmente, na visão holística dos Transtornos de Ansiedade, que a fisioterapeuta Christiane Zapelini, à frente do ZAPE, método de reequilíbrio interno, promove, no dia 3 de junho, das 9 horas às 18h30, o Seminário de Terapias Integrativas nos Transtornos de Ansiedade, com mais de 8 horas de palestras com 6 profissionais das diferentes áreas da saúde física e mental. Para Christiane, “o ser humano precisa ser enxergado e tratado como um todo, como um ser integrado em seus aspectos físico, emocional, psíquico, energético e espiritual. A doença acontece quando um destes fatores está em desequilíbrio. O corpo, então, fica aberto para as enfermidades”.

Método Zape: método de reequilíbrio interno tem como princípio uma visão sistêmica do Ser no tratamento das dores crônicas e do TA

 

Em sua primeira edição, o evento possui vagas limitadas (veja sobre inscrições ao final desta matéria ou no evento criado no facebook), e tem como proposta levar ao público mais informações sobre os temas que englobam o TA (Transtornos de Ansiedade), assim como abordar as diversas formas de terapias integrativas que a casa ZAPE oferece: Yoga, Meditação, Biodanza, Tai Chi, Acupuntura, Dança, entre outras, associadas a psicoterapia, psiquiatria, microfisioterapia e nutrição. “É a integração da medicina com as terapias alternativas. Essa visão sistêmica do Ser é o futuro dos tratamentos das diversas patologias”, define a fundadora do método ZAPE. Antecipando parte do assunto que será foco do encontro do dia 3 de junho, o médico psiquiatra Douglas Staudt concedeu entrevista à Margot Magazine, que você confere a seguir:

 

Margot Magazine – O TA pode ser considerado uma doença?

 

Dr Douglas Staudt – Os Transtornos de Ansiedade são um grande grupo de patologias que compartilham características comuns de medo, ansiedade excessiva e perturbações comportamentais relacionadas. Neste grupo temos o Transtorno de Ansiedade Generalizada, Transtorno de Pânico, Transtorno Obsessivo Compulsivo, Fobia Social, Estresse Pós-Traumático, entre outros. Em psiquiatria conceitualmente prefere-se chamar de transtornos psíquicos e não de doença; isso porque apenas alguns quadros clínicos mentais apresentam todas as características de uma doença no sentido tradicional do termo. Já o conceito de transtorno se refere a um comportamento diferente, não usual. Mas isto apenas em termos conceituais, pois na prática, sim, se pode chamar os Transtornos de Ansiedade de doença ou patologia.

 

O TA é relativamente recente na história da psiquiatria ou apenas recebeu uma nomenclatura para algo que já habitava alguns transtornos psiquiátricos?

 

Dr Staudt – A ansiedade de uma maneira geral e inclusive biológica sempre nos acompanhou; desde os tempos dos homens das cavernas diante de situações de ameaça real o homem já apresentava reações de medo (luta e fuga) típicos de ansiedade. Há cerca de um século, Freud criou o termo neurose de ansiedade. Já a categorização em um grupo de transtornos com características semelhantes (TA), bem como a adoção dessa nomenclatura, surgiu mais recentemente na tentativa de facilitar o diagnóstico e tratamento desses quadros.

 

Poderíamos dizer que os Transtornos de Ansiedade são o mal do nosso século? Os números falam a favor disso?

 

Dr Staudt – Existem alguns autores que definem a era moderna como Idade da Ansiedade, isso muito em função da dinâmica existencial da modernidade, onde temos uma sociedade estruturada em um modelo com características bem específicas: competitividade social, situações de insegurança, competência profissional, sobrevivência econômica, estímulo excessivo ao consumo, somado às expectativas pessoais e familiares que fazem com que o indivíduo se sinta bastante sobrecarregado. Além disso, também contribuem para incrementar esses números a velocidade com que temos de lidar com as informações e a baixa tolerância à frustração de nossa sociedade atual. Toda essa infinidade de ameaças, tanto reais como abstratas, fazem com que viver ansiosamente passe a ser considerado condição praticamente normal do homem moderno. Os números mostram isso, e aproximadamente 23% dos brasileiros terão distúrbios relacionados à ansiedade ao longo de suas vidas; 9,3% têm algum transtorno de ansiedade (maior taxa de pessoas com TA do mundo – 23/02/2017 – OMS).

 

Quais os fatores de risco dos Transtornos de Ansiedade?

 

Dr Staudt – Existem algumas situações que podem ser consideradas para um risco aumentado dos transtornos de ansiedade. Para a maioria dos quadros de ansiedade, o gênero feminino mostra maior probabilidade de acometimento. Outra situação é a predisposição genética, pois a ocorrência é maior em familiares com histórico ansioso. Outros quadros psiquiátricos, como a Depressão, podem também implicar em um risco maior para os quadros ansiosos. Podemos ainda destacar como fatores de risco o uso de substâncias (nicotina, cafeína) por aumentarem a ansiedade. Além disso, situações de estresse agudo (cada vez mais frequentes em episódios de violência urbana, por exemplo) em indivíduos com uma predisposição genética podem desencadear quadros de ansiedade.

 

Há algum estudo que demostre a prevalência dos Transtornos de Ansiedade entre mulheres em faixa etária mais específica?

 

Dr Staudt – Os Transtornos de Ansiedade compõem um dos grupos mais comuns de doenças psiquiátricas. Como já mencionado anteriormente, as mulheres (com prevalência durante a vida de 30,5%) têm maior probabilidade de ter um transtorno de ansiedade do que os homens (prevalência durante a vida de 19,2%). Quanto à faixa etária, é mais frequente o início de sintomas em adultos jovens, mas pode atingir indivíduos de todas as idades, inclusive crianças.

 

Quais os sintomas clássicos dos Transtornos de Ansiedade?

 

Dr Staudt – A Ansiedade é experimentada como uma sensação difusa, desagradável e vaga de apreensão. O indivíduo tem a percepção de “estar nervoso”, apresenta também sofrimento antecipatório e “pré-ocupação”; muitas vezes vem acompanhada de sintomas físicos como cefaleia, palpitação, aperto no peito, mal-estar gastrointestinal, inquietação, tremores, sudorese, tonturas, formigamentos das extremidades. Além disso, costumeiramente, a ansiedade também afeta algumas de nossas funções mentais como o pensamento, a percepção e até o aprendizado, diminui a atenção e perturba a capacidade de fazer relações sociais. A gama de sintomas presentes durante a ansiedade tende a variar de pessoa para pessoa, assim como a duração e o grau de intensidade. Em alguns quadros, como o Transtorno de Pânico, a sensação de morte iminente, medo de enlouquecer ou de perder o controle podem também estar presentes.

 

Como uma pessoa pode perceber /desconfiar que está acometido por um Transtorno de Ansiedade e qual o primeiro passo em busca de ajuda que ela pode dar?

 

Dr Staudt –A ansiedade normal é situacional e mostra-se proporcional ao estímulo que a provocou; inclusive é benéfica por manter a psique em movimento, ajudando no processo de adaptação e promovendo o preparo necessário para enfrentar os perigos e dificuldades do dia a dia. Já a Ansiedade anormal ou mesmo patológica mostra-se muito intensa, desproporcional ao estímulo que a originou, ou pode surgir sem um estímulo imediatamente identificável. Este nível de ansiedade traz sofrimento intenso e sensação de angústia forte. Diante desta percepção o mais adequado é buscar algum profissional de saúde para estabelecer o diagnóstico adequado e posteriormente definir o melhor tratamento para o Transtorno de Ansiedade em questão.

 

Em relação ao tratamento, a pessoa diagnosticada com um Transtorno de Ansiedade pode levar uma vida normal sem medicação ou depende de cada caso?

 

Dr Staudt –Cada caso em questão deve ser avaliado. O importante é a pessoa reduzir o nível de sofrimento e conseguir retomar seu funcionamento adequado. Em algumas situações é necessário introduzir uma medicação para o tratamento, mas abordagens em psicoterapia assim como técnicas complementares (meditação por exemplo) são de extrema importância e devem fazer parte de um complexo de tratamento. Isto se dá principalmente quando não esquecemos dos motivos iniciais mencionados (competitividade, sobrecarga de trabalho e responsabilidades, excesso de informação) como fontes geradoras de ansiedade. Portanto, é preciso também desacelerar e encarar as dificuldades diárias sob novas perspectivas.

 

PROGRAME-SE

O QUÊ: Seminário de Terapias integrativas nos Transtornos de Ansiedade.

ONDE: na Zape (Av. Dr Maurício Cardoso, 1904 – Centro | Novo Hamburgo)

QUANDO: Dia 3 de junho, das 9 horas às 18h30

SOBRE A ZAPE

A ZAPE é um centro de tratamento de dor crônica e transtornos de ansiedade através das terapias integrativas. Essas duas patologias podem estar associadas ou não. Nem todos que sofrem de ansiedade têm dor crônica, porém, são duas enfermidades muito beneficiadas com o uso de terapias integradas, por isso o foco da casa são elas. O objetivo é a busca do reequilíbrio interno da pessoa, para que ela possa reestabelecer a saúde.

 

SOBRE CHRISTIANE ZAPELINI

Christiane Zapelini é Fisioterapeuta, especialista em RPG (Reeducação Postural Global), pós-graduada em Terapia Manual e Postural, formada no Método de Pilates, Reikiana Nível 3, formada na Escola Avançada De Meditação. Criadora do Método de Reequilíbrio Interno, é ainda especialista em Psicologia Transpessoal, em Psicossomática e em Microfisioterapia.

 

Fotos e arte: Zape/Divulgação

 



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