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Vinte e poucos anos

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29 / 11/ 2016: 

 By Bruna Schneider

Nunca fui daquele tipo de pessoa que se pega reclamando da crise de idade. E olha que reclamo bastante. Mas, de certa forma, sempre gostei de “envelhecer”. Não sei explicar. Eu acredito que cada ano que a gente vive acumula uma boa dose de aprendizados e conquistas em nossa trajetória. Pequenas coisinhas que explicam o que nós somos hoje.

Neste ano, por algum motivo que eu não sei explicar, senti mais o “peso da idade”. Talvez seja pelo ritmo alucinado com o qual levei as coisas, pela falta de tempo para recuperar as energias, pelos problemas da vida adulta estarem batendo na porta. Não sei. Mas o fato é que a ficha caiu: tu não é mais uma guria de 18 anos.

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Agora é que são elas: não sou mais uma garotinha

 

Há algumas semanas eu fui ao médico fazer o famoso check-up, o que raramente acontece, uma vez que só ia ao médico em casos que eu achava que fosse morrer se eu não consultasse. Aliás, a vida adulta tem disso. Teus pais não estarão mais te obrigando a ir ao médico ver se está tudo ok. Quando você cresce, as idas aos consultórios só são feitas em caso de a morte estar mandando solicitação de amizade. Ou cutucando mesmo.

 

Enfim. Saí de lá meio chateadíssima. Ouvi um sermão que faria qualquer padre católico ortodoxo ficar com inveja. Em resumo, ouvi durante 30 minutos cobranças em relação a uma vida sedentária, dedicada a trabalhar em excesso, estresse em demasia, tudo finalizado com um simples e objetivo conselho: “não adianta tu te matar aos poucos por isso. Qualquer coisa vai morar no meio do mato”.

Vamos combinar que o conselho soa mais fácil saindo da boca de um médico que deve ganhar, pelo menos, quatro vezes mais que o meu salário. Mas de alguma forma ele tinha razão. Eu não tinha mais 18 anos e algumas coisas deveriam mudar por aqui.

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Mudando o alvo: não sou mais uma máquina de comer batatas fritas

 

Durante os últimos anos, minha vida tem sido focada a trabalhar para pagar boletos, comidas gostosas e cervejas. Um raciocínio lógico: quanto mais trabalho, mais conforto. Não é o que todos queremos? Mas até que ponto isso tudo é saudável? Até que ponto estamos aproveitando as coisas realmente boas da vida, aquelas que não dependem tanto de boletos? Vivemos tão focados em cumprir tarefas que acabamos esquecendo que há sim vida lá fora. Que o nosso corpo não é aquela máquina que comia batatas fritas todos os dias e virava noites sem dormir devido às festas.

A idade pega.

 

Recuperada do sermão médico, perto de um drama de Grey’s Anatomy, tomei vergonha na cara e fui lutar por mim. Mudanças de hábitos. Talvez alguns reais a menos no bolso, mas uma saúde física e mental que começo a me orgulhar.

Precisei dar um tempo. Fez bem. Tomar escolhas, diminuir o ritmo, comer brócolis. Crise de idade? Não. Viver melhor? Com certeza.

 

Fotos: Arquivo pessoal



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