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Transformando casa em lar

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12 / 02/ 2017: 

 By Bruna Schneider

Em maio deste ano eu completarei quatro anos fora de casa. Da casa dos meus pais, na verdade. Desde então eu tenho corrido atrás de um bom emprego, de bons salários e novas experiências, o que tem me empurrado pra longe de onde nasci. O primeiro passo para fora de casa, em 2013, foi para Novo Hamburgo. Decidi me mudar para lá devido à proximidade com a Universidade e porque lá o mercado de comunicação – estava estudando Jornalismo – tinha boas opções. Lá eu morei em dois apartamentos.

 

Contudo, no ano passado, surgiu uma oportunidade profissional que me empurrou para Porto Alegre. Eu não estava disposta a encarar duas horas de trem por dia, então facilitei a minha vida e fiz mais uma mudança. Desta vez, acompanhada do meu namorado, que também não era obrigado a encarar horas em um trem sem ar condicionado todos os dias. Juntamos as escovas de dente.

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Eu sei que os dois primeiros parágrafos parecem um monte de lenga-lenga, mas já quero mostrar o meu ponto. Nos últimos quase quatro anos, morei em três lugares diferentes. Todos apartamentos alugados variando o ano de construção e os metros quadrados. Cada um com um jeito diferente, definidos com base no gosto por decoração dos proprietários ou locadores anteriores – eu ainda estou tentando aceitar a discreta marca de cigarro na pia do banheiro da suíte com meio centímetro de circunferência deixada pelo proprietário do apartamento.

 

Não sou obrigada.

 

Todas as mudanças que fiz têm uma coisa em comum: a dificuldade da adaptação. Não que eu não goste de mudar – volte aos primeiros parágrafos -, mas é que quando se trata de casa as coisas soam de forma um pouco diferente. Ouvi alguém dizer não lembro onde que CASA é o espaço físico onde você deixa suas coisas. LAR é onde você vive. Quando se muda o espaço físico, um lugar que inicialmente não é seu, existe o desafio de transformar isso em lar, proporcionar um ambiente que seja um porto seguro, que seu coração se sinta bem, que seja possível olhar ao redor e identificar aquilo como uma extensão da sua alma.

 

Mas quando o espaço não é seu, o desafio é dobrado.

 

Por isso eu tenho procurado formas de deixar cada canto dos 100m² do meu apartamento com a minha cara. Ou nossa cara, porque envolve também a cara do meu namorado.

 

Antes da mudança eu desapeguei de muita coisa. Mil tralhas que já não tinham utilidade no antigo apartamento, então por que serviriam agora? Foi revigorante. A sensação de deixar coisas inúteis para trás pode ser tratada como terapia. Além disso, contei com a boa vontade do locador que se dispôs a pintar o apartamento do jeito que queríamos.

 

A decoração é possível mudar constantemente. Tenho a sorte de namorar um aspirante a decorador, que tem muito bom gosto e trabalha próximo a uma Tok&Stok. VITÓRIA DAS MANAS! Deixamos cada cantinho com a nossa cara: quadros com referências a filmes que assistimos, revistas que escrevemos, porta-tampinhas de garrafas que bebemos e outras coisinhas mais. Além disso, criamos novos espaços perfeitamente adaptados para fazemos atividades como trabalhar, estudar, ler, etc. Por exemplo: um cantinho que estava vazio virou um office dos mais queridos.

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Plantas também se tornaram uma boa opção. Além de já proporcionarem uma energia legal aos ambientes, são lindas da forma mais simples. Nossa cozinha já conta com quase uma dezena de vasinhos de temperos e a sala de baixo recebeu um bonsai de amoras. Livros que amamos tomaram conta das prateleiras já existentes, luminárias criaram ambientes intimistas e almofadas coloridas que compramos da Camis deixaram tudo mais alegre.

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Hoje, depois de quase um ano vivendo neste apartamento, posso dizer que me sinto em casa. Ou melhor: no lar. O tempo também pode ser um bom ingrediente para essa mudança, é claro. Mas pequenas coisas podem tornar um apartamento alugado em um cantinho com a nossa cara. A dica que deixo aqui é: invista em extensões das coisas que você gosta, que você se identifica, e reserve tempo para fazer o que você ama dentro de casa. Guarde as melhores experiências. Se precisar colocar tudo novamente em uma caixa de papelão e chamar o caminhão de mudança, repita o processo. Lar é o que você carrega dentro de si. Só lembre de colocar isso onde você mora.



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