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Como eu sobrevivi a 9 meses sem compras?

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07 / 12/ 2016 em: 

 Save the Look ; By Tuani Mallmann

Já que o ano está chegando ao fim e estamos na época de fazer reflexões e textões, hoje venho compartilhar com vocês a minha experiência de ter ficado 9 meses sem compras – que, se tu der certo, em breve se tornará um período de 12 meses.

 

Vocês se lembram de quando eu me propus ficar 6 meses sem comprar nada de roupas, sapatos ou acessórios? Neste post aqui, eu lancei a ideia, que, pra falar a verdade, já estava em andamento.

 

Minha última compra foi em 20 de março, quando comprei um conjunto de moletom para usar na academia e um tênis. Neste dia, que era pra ser só uma ida despretensiosa ao shopping, percebi como 300 Temers foram para o ralo em apenas um impulso.

 

Desde então, tenho segurado bravamente toda e qualquer vontade de comprar. Para escrever o texto de hoje até fui conferir minhas últimas faturas de cartão de crédito para ver se havia acontecido algum deslize. NA-DI-NHA!

 

Há meses que meus gastos não fogem de supermercado e coisas essenciais de farmácia, tipo protetor solar. Nem um batonzinho eu comprei nesses últimos tempos, coisa triste. E além de não comprar nada, eu ainda continuei vendendo minhas coisas no Enjoei, o que me fez ficar com um acervo ainda mais enxuto.

9 meses sem compras

Além das metas serem importantes, não custa nada rezar pedindo uma forcinha para a Nossa Senhora do Cartão de Crédito. Na dúvida, não carregue ele com você e leve sempre pouco dinheiro. Se você não tem, você não gasta. Nessa brincadeira eu consegui diminuir minha fatura do cartão em cerca de R$ 400 mensais!

 

O mais perto que estive de furar com os meus objetivos, mas que foram por causas necessárias: R$ 39 gastos em três pares de meia para enfrentar o inverno e R$ 22 gastos em um par de cílios postiços porque eu tinha um casamento para ir (evento esse que peguei vestido emprestado da amiga, sapato da mãe e bolsa da sogra, tudo pra não gastar).

 

Teve um dia que eu fiquei com muita vontade de comprar um colar de R$ 25 quando estava passeando em Gramado, daí fui bem cara de pau e pedi de presente pro meu namorado, HAHAHA. Sim, foi uma saída suja, mas acabou me mantendo no foco.

 

Muita gente acha que eu vivo em outro mundo e não consegue entender como é que eu estou fazendo isso. O que mais ouço de amigas é sobre a vontade de comprar para se presentear, principalmente depois de um mês puxado de trabalho, como uma recompensa, ou depois de alguma chateação, bem naquelas vibes de “eu mereço, eu vou me dar”. Migas e migos, eu não vejo problema nenhum nisso! E poxa, se trabalhamos duro e não pudermos nos dar um presentinho, que vida é essa?

 

Mas, voltando à pergunta do “como tu consegue te controlar?”, eu respondo: sem uma meta muito bem delimitada, dificilmente tu vai conseguir. E foi só com um objetivo maior de vida que eu consegui me policiar tanto. Não vou falar sobre isso aqui, porque é bem pessoal, mas essa grande meta pode ser qualquer coisa: uma viagem de fim de ano que só vai acontecer se tu economizar, uma tatuagem cara que tu quer fazer, uma festa de casamento que tu planeja há tempos, enfim, são muitos os motivos que podem fazer essa pão-durice florescer em ti.

 

Sim, é difícil viver remando contra a maré, ainda mais em tempos de internet e uma tentação a cada clique. Mas assim, depois que tu começa a ver o saldo da poupança aumentando, o olho brilha cada vez mais e o foco se fortalece. Esses meses de economia foram importantes pra mim por vários motivos, não só pelo dinheiro salvo. Fiquei mais tranquila e segura em relação ao meu estilo, ao mesmo tempo que fico feliz de não estar seguindo as mesmas tendências que todo mundo. Hoje em dia eu me questiono muito sobre algo que vi e achei lindo: quanto tempo será que eu vou usar essa peça até eu trocar ela pela próxima tendência? Será que vale a pena comprar? O uso vai “se pagar”?

 

Enfim, super indico essa experiência para quem está querendo guardar uma graninha ou até para quem quer ver como é controlar seus impulsos e desejos consumistas. A trajetória é longa, mas bem menos complicada do que parece!



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