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Manual de bolso: 10 dicas práticas sobre o Pedro

03 / 06/ 2015

 By Marcela Brown

Minha mãe resolveu levar o netinho para praia nesse tal de feriadão. Evidente que, no pacote, surrupiou minha funcionária doméstica para eventuais necessidades litorâneas, ou seja, todas. Avaliado o custo-benefício frente à atual conjuntura – dois artigos de Direito para redigir mais duas provas em meio a 15 horas de trabalho por dia e à TPM iminente –, achei por bem aceitar de bom grado e enviar na mochila do piá um roteiro prático para fins de zelo extra – tendo em vista os últimos acontecimentos, sobre os quais a inocente avó ainda não tomara conhecimento.

 

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Antes de despachar o prefeito do minimundo, li as instruções em voz alta:

 

– Mãe, obrigada pela disponibilidade. Favor atentar para os tópicos a seguir.

 

1 – Instantes de silêncio podem ser tão agradáveis quanto perigosos. Se o Pedro ficar mais de 30 segundos sem falar ou fazer perguntas, favor checar se ele não está comendo creme dental escondido no banheiro. Às vezes ele opta por lamber sabonete também, nutrindo clara predileção pelo lifebuoy vermelho.

2 – Para aquela “visitinha” ao vaso, geralmente vespertina, gentileza entregar ao Pedro um gibi da Mônica, o livro falante do Pinóquio e uma revista de arquitetura e decoração que contenha mesas de sinuca (pode ser qualquer uma, desde que tenha mesa de sinuca). Envio na mochila o gibi e o livrinho. A revista fico devendo porque ele depositou a dita-cuja no vaso após o término de… bom, deixa essa parte pra lá. Enfim, a revista sofreu perda total.

3 – Antes de dormir, verifica se na tua cama não tem baralho espalhado debaixo das cobertas e, por vezes, resquícios de massinha de modelar ou pedrinhas colecionáveis. Eu não sei como, mas a operação-cobertas é administrada sem que a gente perceba.

4 – Por falar em baralho, ele tem permissão para jogar paciência spider no computador por 10 minutos após o almoço. Mas tem que ser a estampa de carta arabesca vermelha e o fundo verde com folhas de natureza. Para começar. Depois ele pede pra mudar a aparência do jogo aproximadamente 100 vezes. Em 10 minutos.

5 – Importante SEMPRE checar os bolsos do Pedro. Ele recolhe tudo das ruas: caroço de pêssego, pedrinhas, bichinho morto, areia (e na praia tem muita areia) e folhinhas de toda espécie. E tem um apego especial por cada um dos itens, evidentemente todos garimpados com o devido esmero.  

6 – Caso o banho seja na banheira, importante supervisionar a cada 5 segundos, especialmente levando em consideração que ontem mesmo ele usou o copo de enxaguar para beber sem parcimônia ou cerimônia mais ou menos uns três litros de água com xampu e sabão. Ainda nessa questão, meu filho é tipo um labrador, não pode ver água na frente dele. Isso inclui a água do vaso, poças de lama (sabe a Peppa Pig?) e torneiras em geral.

7 – Ele é ladino, faz perguntas inteligentes e indecorosas. Hoje perguntou se quando fosse adulto eu iria abandoná-lo. Respondi que não, desde que ele não escondesse mais meu dinheiro dentro da impressora.

8 – Cuidado com tudo que tu fala na frente dele, ele dissimula descaso mas é um fofoqueiro nato. No final de semana contou pra toda família da minha sogra que o pai dele me chama de Fiona porque eu como muito. Imagina quando ele observar tudo o que tu come.

9 – Por volta das 8 horas da manhã, se tu ainda estiver dormindo, recomenda-se o uso de capacete. É mais ou menos nessa hora que ele sai da cama dele e pula em cima da gente para dar bom dia, como se a gente fosse um colchão inflável. Esquece aquela utopia de comercial de leite em pó em que filho acorda serenamente e vai pé por pé dar um beijinho suave no nariz da mãe para convidar para o café.

10 – Se for avistada uma ponta de papel higiênico em algum canto da casa, não desdenhe. Siga as pistas milimetricamente que tu vai ver o estrago. Provavelmente nesse momento o Pedro já vai ter arrastado o rolo pela casa inteira e estará escondido atrás da cortina da sala. Mas, anime-se: talvez ele ainda não tenha começado a picar tudo pra fazer chuvinha.

 

 – Bom, se eu lembrar de mais alguma coisa te ligo, tá? Te comporta com a vovó, viu filhinho? Liga pra mim todos os dias. Ôoo manhê, onde tu vai? E o Pedro? Mãe, sério. Volta aqui! Mãaaaae!

Quem é a Margot na TPM?

15 / 05/ 2015

 By Marcela Brown

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É a Marcela. Mas pode ser você, sua amiga, a colega de trabalho, a vizinha, ou a mensagem de voz gratuita. Tanto faz. Mas, por favor, não confunda a alcunha deste recanto com o conceito fisiológico da TPM, aquele truculento período que corrompe hormônios femininos, assola a disposição, dizima o bom senso e faz da mulher o temor dos maridos, o pesadelo dos colegas de trabalho e a alegria da sorveteria mais próxima. Não, não mesmo.

Aqui a TPM não é um mau-humor sazonal hormonal e sim um estado de espírito desencadeado por um fator alheio à sua própria vontade. TPM é o infame jingle de espera do telefonema para a operadora do seu cartão de crédito clonado. TPM é o namorado na TPM. TPM é a fila das pessoas sem noção no hipermercado ou no caixa eletrônico (quem nunca?). TPM é a política brasileira no fim da linha. TPM é, finalmente, tudo isso e muito mais, é um pouco de tudo e de tudo um pouco. A gente poderia até desdobrar a sigla para Terapia Prática da Margot, mas isso pode ficar ao critério da nobre leitora (ou leitor). Aliás, pode rir ou chorar que a gente vai te entender.

A quem possa interessar: Marcela Brown é Jornalista, estudante de Direito, diretora de marketing e jornalismo da Margot Magazine e geminiana inveterada. Odeia bagunça, Facebook, filas de toda espécie, acúmulo de cacareco, sachê de maionese, cerveja quente, telemarketing e Big Brother Brasil – não necessariamente nesta ordem. Especialmente na TPM.

Facebook: sete perguntas (pouco) frequentes

21 / 05/ 2015

 By Marcela Brown

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Quem me conhece sabe que eu sempre disse que nunca teria um perfil no face. Mas, no rumo dos acontecimentos, fui persuadida por mim mesma a me enredar nas teias dessa estranha rede social. Como novata, tenho algumas dúvidas e listo-as aqui, certa de que serei auxiliada ao menos em alguma medida. 

 

1 – Se eu precisar de grana ou furar o pneu do carro eu posso chamar um amigo do face para me ajudar sem qualquer tipo de ônus ou juros alto?

 

2 – Se um amigo do face precisar de grana ou furar o pneu do carro eu posso não querer ajudar, caso isso não resulte em vantagem devida à minha pessoa?

 

3 – O Facebook tem perfil do Facebook? Em caso afirmativo, tudo bem se eu não curtir o Facebook? Tipo, porque eu não gosto do Facebook, então eu não curtiria ter

que curtir ele caso ele tivesse um perfil ou uma Fanpage. Neste caso, seria considerado mera desfaçatez enquanto usuária ou acidental desvio contraditório de conduta?

 

4 – Se eu posso curtir um comentário, eu também posso curtir a curtida do comentário? Na mesma linha de raciocínio lógico, seria igualmente possível curtir a curtida da curtida da curtida, assim, infinitamente?

 

5 – Se eu posso responder um comentário, eu também posso responder à resposta respondida no comentário e assim infinitamente, como na questão acima? Um lance meio socrático, do tipo: só sei que nada sei e vai respondendo até o infinito?

 

6 – Se eu curto, tu curtes, ele curte, nós curtimos, vocês curtem e eles curtem, seria relevante afirmar que no Facebook todo mundo é curtido? Tipo ovo curtido?

 

7 – Se eu curtir um post triste no face significa que eu curto coisas tristes, significa que eu curto curtir coisas tristes ou, ainda, significa que eu curto curtir coisas tristes como forma de expressar que aquela coisa triste curtida me tocou, mas que o fato de eu ter curtido o post triste não implica em eu necessariamente ter curtido a tristeza intrínseca, tampouco o post em si? Confere, produção?

 

Gente, por enquanto é isso, estou tentando sobreviver no habitat cibernético, mas é tudo ainda muito novo para mim, espero que compreendam.

 

 

Imagem Freepik/Reprodução

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