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Eu não consigo lacrar o tempo inteiro

04 / 11/ 2017

 By Bruna Schneider

Paro para escrever este texto para o Não Sou Obrigada. Já faz um mês que não publico nada por aqui e aproveitei a pausa para colocar algumas coisas em dia. As últimas semanas foram extremamente agitadas, em tantos sentidos, e aqui, ao escrever, penso no assunto que melhor pode render no blog. O que pode render um lacre?

que lacre

Quantas vezes, ao decidir o tema da publicação, penso nos futuros likes, comentários e compartilhamentos. Lembro daqueles posts que bombaram e de outros em que eu poderia ter tomado outro rumo. Poucas curtidas, sabem como é.

 

O fato é que esta decisão não se aplica apenas a um texto para o blog, mas para qualquer resposta dita em uma discussão, na escolha do look do dia, ao decidir o que postar no Facebook. O objetivo é o lacre. Lacrou, mores.

 

 

De tanto ter que lacrar e de ser obrigada a ter uma opinião sobre tudo, às vezes eu acabo ficando paralisada. Eu não consigo lacrar o tempo inteiro. Tem dias em que o delineador fica borrado, outros que o rosto fica nu, as discussões ficam sem resposta. O que fica depois, o sentimento de “por que eu fiz isso?” ou “por que eu não fiz melhor?”, acaba sendo inevitável. Mas a gente não precisa lacrar o tempo inteiro.

 

Esta necessidade de estar sempre plena e lacradora é mais uma necessidade que a gente acabou se impondo e, vamos combinar, completamente desnecessária. É muito melhor quando aceitamos que somos humanos e que isso significa poder lacrar, é claro, mas também errar, desanimar. E que lacrar é massa, mas estar #desmaiada é completamente aceitável.

 

Imagem: Pexels/Divulgação

 

Quantas horas por dia você fica no WhatsApp?

02 / 10/ 2017

 By Bruna Schneider

A cena é um encontro entre amigos. Devido à correria do dia a dia, o grupo não consegue se ver com tanta frequência. Para assuntos mais corriqueiros, eles conversam através de um grupo de WhatsApp. Na verdade não é beeem uma conversa, é mais um aglomerado de risadas com os melhores gifs e memes da semana.

Quantas horas por dia você fica no whatsapp

O grupo finalmente se encontra em um bar, para, como disseram, “matar a saudade” e saber o que há de novo. A noite chega, todos se saúdam, e 15 minutos depois todos estão reclusos com seus smart phones nas mãos, rolando seus feeds para saber o que há de novo.

 

Cena clássica, não é?

 

Momentos assim têm me angustiado já faz um bom tempo. Vale ressaltar que sou uma entusiasta e apaixonada por tecnologia. Por mais que eu tenha uma certa fobia de WhatsApp, acho todos os aplicativos de redes sociais sensacionais! Inclusive, eles são a minha fonte de renda mensalmente. Mas qual é o limite?

Quantas horas por dia você fica no whatsapp

Uma pesquisa divulgada pelo Daily Mail afirma que os homens chegam a manter o celular por perto 17 horas diárias, enquanto que as mulheres ficam por 15. O mesmo estudo mostra que em uma noite típica os britânicos gastam 48 minutos em telefonemas, enviam uma média de três e-mails, 12 mensagens de texto e duas fotos. Ah, e ainda postam três mensagens e duas atualizações no Twitter.

 

Alguma diferença entre eles e nós?

 

Sherry Turkle, psicóloga norte-americana do MIT, dedicou um bom tempo de sua vida para estudar este fenômeno. Segundo ela, “Nós nos escondemos uns dos outros porque é mais fácil compor e editar uma mensagem digital do que a conversa espontânea na qual podemos estar presentes e ser vulneráveis”. Alguns de seus entrevistados reconhecem que preferem “enviar uma mensagem” em vez de ter uma conversa “incômoda” com outra pessoa “na qual não podem controlar o que vão dizer”.

 

Ou seja, a vida real incomoda, expõe nossos medos e nossas fragilidades. É fácil de inibir nossas ações por causa disso. Antigamente nós nomeávamos este fenômeno de timidez. Como podemos chamar hoje em dia?

 

Não estou aqui bancando a analógica que coloca uma placa “Não temos wi-fi, conversem entre vocês”. É chato. Mas um equilíbrio sempre vem bem. É desumano disputar a atenção de alguém com um dispositivo que coloca o mundo ao seu alcance. A vida ali é muito melhor, mais bonita, os filtros são ótimos e você pode conversar com quem quiser a qualquer momento. Não é sensacional? Mas a vida real e a conversa olho no olho também satisfaz, provoca, desperta sentidos.

 

Levantar a cabeça e olhar ao redor não é apenas um exercício para corrigir postura, mas também deixa as nossas relações mais saudáveis.

 

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Imagem: Web/Reprodução

 

Preocupações desnecessárias dos 20 e poucos anos (ou qualquer idade mesmo)

07 / 08/ 2017

 By Bruna Schneider

Sempre tem aquele caso em que alguém comenta: “sabe o Fulaninho? Então, ele acabou de passar em um concurso com um salário de quase 10 mil reais por mês, isso logo depois de se formar e, olha só, ele tem apenas 25 anos!”. Tá, talvez eu esteja exagerando um pouco aqui. Mas quem nunca ouviu algo parecido e se perguntou: o que eu estou fazendo de errado?

 

 

Sim, nós vivemos em uma sociedade que premia, divulga e enaltece esse tipo de case de sucesso. Pessoas muito jovens, geralmente antes dos 30 anos, que estão no emprego dos sonhos, já estão quase casando, viajaram para mais de uma dezena de países e etc. Prova disso são aquelas listas do tipo “10 lugares que você precisa visitar antes dos 30”. Chato, né?

 

Mas não, você não é a única que não se enquadra nos exemplos fantásticos citados acima. Contudo, é natural criar preocupações desnecessárias. Cito algumas:

 

E se eu estiver na profissão errada?

Nós escolhemos o nosso futuro profissional muito cedo, antes de entrar na faculdade e com aproximadamente 17 anos. Decidimos fazer o que amamos ou simplesmente escolhemos qualquer coisa para não parar no tempo e continuar estudando. Tal decisão irá impactar o futuro das nossas vidas. Mas não encane: nunca será tarde demais para mudar de profissão e recomeçar de novo. Já escrevi sobre isso aqui.

Eu deveria ter viajado mais.

Quem não gostaria? O ponto é que viajar é caro, demanda tempo e bastante dinheiro, dependendo do destino que deseja visitar. Não use como régua a vida daquela blogueira que você segue no Instagram, pense na sua realidade, que é única, e planeje a viagem dos sonhos. Talvez ela seja mês que vem ou em dois anos. Mas coloque como meta e se esforce para realizá-la.

 

Por que eu ainda não tenho uma casa própria ou por que não comprei o meu carro?

Geralmente esta questão vem apoiada em um exemplo dos seus pais. Afinal, vamos combinar, a maioria dos familiares acima dos 40 geralmente comenta: “Eu, na sua idade, já tinha uma casa própria e meu próprio carro”. Aff. A nossa geração, e isso é comprovado, prefere investir o seu dinheiro mais em experiências do que em bens materiais. Bom, eu sou prova disso. Tenho zero vontade de comprar um carro. Por que gastar 40 mil reais, mais a grana do seguro, combustível e manutenção se posso contar com serviços de transporte muito mais baratos e com a mesma eficiência? Prefiro investir tal dinheiro em um bom jantar, em uma viagem, etc. Porém, se o seu desejo é construir algum tipo de patrimônio, foque e trabalhe por isso. Ah, e o principal: saiba que o seu tempo não é o tempo de todo mundo.

Meus amigos estão casando, tendo filhos, e eu aqui ficando para titia.

Antes de qualquer coisa, não tem problema nenhum em “ficar para titia”. Uma coisa que é bacana aplicar aqui (e em todos os exemplos acima) é que o padrão que a sociedade impõe não cabe, necessariamente, em sua vida. Casamento e relacionamentos não são sinônimo de felicidade para todo mundo. E, bom, sua mãe sempre teve razão ao dizer que você não é todo mundo.

 

 

E você, tem alguma preocupação que tira seu sono e você ainda nem chegou aos 30? Compartilha com a gente.

 

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Vida em modo automático: não sou obrigada

20 / 07/ 2017

 By Bruna Schneider

Quando eu era criança, lembro que eu não vivia no modo automático: eu e meus amigos nos reuníamos todos os domingos para brincar. Como todos nós morávamos na mesma rua, era muito fácil de programar como seria a tarde de diversão. Além das brincadeiras clássicas, como esconde-esconde, taco e caçador, tínhamos uma em especial: profissão. Isso mesmo, o nome da diversão era “profissão”.

 

Era muito simples: cada um escolhia uma profissão e a exercia durante a tarde, permitindo que os outros amigos fossem ser atendidos nos outros trabalhos. Por exemplo: um era médico, a outra era cozinheira… Eu geralmente lia tarô e mãos. Não me pergunte o motivo.

O fato é que eu e meus amigos destinávamos algumas boas horas por domingo brincando do que, alguns anos mais tarde, seria a nossa vida real. Mas com menos graça, aparentemente.

 

Mas o que se perdeu no caminho?

 

Claro que seria muito injusto da minha parte comparar uma brincadeira infantil com a vida real. Porém, por que esta vida real soa tão menos divertida?

 

Temos que movimentar a máquina.

 

Passamos pela vida realizando tarefas que os outros esperem que a gente faça: cumprir as mais de oito horas de trabalho, participar de todas as reuniões possíveis, aguentar o trânsito ferrenho todos os dias, manter o peso ideal e continuar saudável. E, no final, assistir Netflix até dormir.

 

Muitas vezes o emprego perfeito está longe, outras vezes nem chega. Os boletos entopem a caixa do correio e vida que segue. Modo automático. Os dias passam muito rápido e não temos mais tempo para fazer aquilo que realmente amamos.

Pessimista? Provavelmente sim.

 

A saída é tentar enxergar o lado bom a cada dia, aquela velha história do copo meio cheio ou meio vazio. E se no trabalho monótono a gente encontrar algo bacana ajudando alguém ou encontrando um bom propósito no talento que temos? Quanto aos boletos, bom, eles só existem porque conseguimos comprar coisas bacanas para nós.

 

Mantra diário: quantos gostariam de estar no meu lugar?

 

Enxergando nossos privilégios e valorizando tudo que temos pode deixar a vida mais divertida, mais leve, como uma brincadeira de criança.

 

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Gifs: Reprodução/Web

 

O que esperar da minha carreira?

02 / 07/ 2017

 By Bruna Schneider

Sou daquele tipo de pessoa que tem pressa para tudo. Uma antiga colega de trabalho, com a qual dividi mesa há uns seis anos, dizia que eu tinha uma “alma mais velha”, algo próximo ao de uma mulher de 30 anos. Bom, na época eu tinha 18. Calculem. O fato é que tenho, com muita frequência, a sensação de que estou atrasada, de que o tempo está passando muito rápido e eu não estou onde eu deveria estar.

 

Vocês também se sentem assim?

 

Em alguns devaneios eu acabo me perguntando: quem eu quero ser em 10 anos? Digo no sentido profissional mesmo. Quero ser uma gerente de marketing digital? Quero ser uma editora de revista legal? Quero enriquecer após ganhar um Big Brother? Não sei. E às vezes bate um desespero em não saber e, consequentemente, em não haver um plano para chegar aonde quero.

 

Além da incerteza sobre o meu futuro profissional há também o fato de que o próprio mercado de trabalho está mudando. E muito rápido! Profissões que existiam há cinco anos hoje nem existem mais. Será que o nosso trabalho ainda existirá? E se ele existir, como será?

Eu sei. Este post tem mais perguntas que respostas. Até porque se eu soubesse como responder tudo isso, eu escreveria um livro e ganharia uma grana.

 

Mas algumas coisas eu já tenho feito a respeito. Por exemplo: estou na área de comunicação digital, que é onde eu amo estar. Tenho procurado ler alguns portais sobre o assunto e entender o que está sendo feito, utilizando isso para me inspirar não apenas agora, mas amanhã. A capacitação também é algo muito importante e aprender nunca é demais. Estão disponíveis alguns cursos muito bacanas, gratuitos, e que podem te tornar um profissional melhor e mais preparado para os desafios que o mercado de trabalho irá te proporcionar.

 

Além disso, trocar uma ideia com pessoas que estão há mais tempo que você no seu setor pode te ajudar a esclarecer algumas dúvidas. Afinal, você não é o primeiro nem o último a passar por isso.

Bom, vamos arregaçar as mangas e se preparar para o que vier? E se a gente não souber como será amanhã, vamos pelo menos ter a certeza de que estamos preparadas para tudo.

 

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Por que o Instagram é a pior rede social para a saúde mental?

26 / 05/ 2017

 By Bruna Schneider

Há alguns dias foi divulgado um estudo britânico que concluiu que o Instagram, sim, o nosso amado aplicativo de compartilhamento de fotos cheias de filtros lindos, é a pior rede social para a saúde mental de jovens. Na mesma cesta estão Facebook e Snapchat, mas com avaliações um pouco melhores.

 

“Os jovens que passam mais de duas horas por dia em redes sociais como Facebook, Twitter e Instagram estão mais propensos a sofrerem problemas de saúde mental, sobretudo angústia e sintomas de ansiedade e depressão”, diz o estudo, realizado pela Real Sociedade de Saúde Pública do Reino Unido e pela Universidade de Cambridge.

Dentre os fatores que a pesquisa levanta está o fato de que o Instagram reforça sentimentos negativos como ansiedade e afeta a autoestima dos usuários.

 

Já levantei este tema aqui no blog algumas vezes. Sim, o Instagram é a rede social da vida perfeita. A regra é ser jovem, bonito, magro, comer comidas lindíssimas e participar de todos os eventos sociais que puder. Vamos combinar: é uma tarefa bastante difícil.

 

Há alguns meses eu tenho tentado melhorar o meu estilo de vida, praticando mais atividades físicas e me alimentando um pouco melhor. Um dos primeiros passos que dei foi deixar de seguir algumas dezenas de páginas de comida no Instagram, afinal, uma imagem de uma torta, independente do momento, vai me deixar esfomeadíssima. Além disso, comecei a seguir alguns perfis de pessoas que levavam um estilo de vida mais saudável.”Pode me inspirar”, pensei.

Errado.

Aquele punhado de imagens de mulheres fazendo exercícios às 5h da manhã e comendo um abacate de almoço me deixou muito mal. Me sentia culpada o tempo todo por não estar fazendo a coisa certa e comer um prato de massa me lembrava que eu estava cometendo um grande pecado. Não dá, né?

 

Minha decisão foi deixar de seguir todos esses perfis. Ajudou, é claro. Mas é inevitável não sentir um desconforto ao ver alguns conhecidos seus em festas e badalações enquanto você está gripada em casa assistindo Unbreakable Kimmy Schmidt. E é isso que o estudo reforça, que a imagem que as pessoas passam no Instagram é de que suas vidas são perfeitas, e quando você vê tudo isso de longe acaba se perguntando o motivo de não ser tão feliz assim.

 

Apesar de ser uma rede social com intuito de fazer as pessoas se divertirem, o Instagram pode ser bastante nocivo para a saúde mental de qualquer pessoa. Usar com moderação pode ser uma boa saída, assim como não se intoxicar com o clima de vida perfeita.

 

Fotos: Reprodução/Instagram

 

5 lições para aprender com Girlboss, a nova série da Netflix

22 / 04/ 2017

 By Bruna Schneider

Tirei o feriado de Tiradentes para fazer uma das coisas que mais amo: fortalecer meu relacionamento com a Netflix. Torci para um dia de muito frio e chuva para o cenário ficar perfeito, sem total sucesso, mas de qualquer forma foi bastante satisfatório.

Com o chimarrão matinal em mãos, iniciei Girlboss, a nova série da Netflix, inspirado no livro homônimo que conta a história, real, de Shophia Amoruso, CEO e fundadora do e-commerce Nasty Gal. O livro, além de contar todas as peripécias da protagonista, também dá algumas dicas preciosas sobre como ser uma empreendedora de sucesso. #recomendo.

Fiz uma maratona e matei a primeira temporada em algumas horas. Não sei se foi por causa da cafeína da erva-mate, mas a série me deixou empolgadíssima. A história de Sophia Amoruso, mesmo com uma boa dose de ficção, inspira nós, mulheres, a sermos donas de nossa própria narrativa. Por isso, selecionei 5 lições para aprender com Girlboss.

1 – Você é boa em alguma coisa. Descubra o que é

A então jovem Sophia demora alguns episódios para entender qual é a sua missão na vida. Boa parte do roteiro inicial é dedicado a reclamar da vida adulta e a recusar a crescer. Síndrome de Peter Pan? Até que ela, sem querer, descobre que seu talento é reformar peças de roupas antigas e vendê-las no Ebay. Ao entender o que gosta e o que sabe fazer bem, Sophia investe nisso e acredita no seu potencial. Sucesso na certa.

 

2 – Ser uma garota não deve te impedir de nada

Aposto que boa parte das mulheres pela casa dos 20 e poucos anos passa/já passou por algum momento em que outras pessoas não acreditaram nela. A frase “ah, ela é só uma garota” já foi repetida umas boas vezes para mim. Prefiro acreditar que seja só um fraco argumento (é um argumento?) para nos fazer desistir do que acreditamos. Mas não deveria ser. O fato de ser mulher e jovem não significa nada. Aprendizado é algo que faz parte de qualquer fase de qualquer pessoa e deve servir de estímulo. Se alguém questionar você usando esse tipo de “argumento”, dê as costas.

 

3 – Seja a sua própria heroína

Quer um negócio de sucesso? Quer vencer na vida? Corra atrás. Como diria a grande pensadora contemporânea Britney Spears: “Work Bitch”. Sophia moveu mundos e fundos para manter uma boa reputação em sua página no Ebay e, olha só, teve que catar em livrarias alguns conselhos sobre como tocar o negócio. Hoje você tem um navegador na palma da mão e em alguns cliques você aprende QUALQUER COISA. Se você pode aprender tudo, bom, fica muito fácil fazer a coisa certa, da forma certa e ser a sua própria heroína.

 

4 – Você não é obrigada a nada

Ok, eu sei que isso você pode aprender aqui no blog mesmo. Hehe. Mas a série tem essa mensagem permanente: você não é obrigada a nada. Muita gente dizer para desistir dos objetivos, mas se você tem algo que quer alcançar, ninguém pode te dizer o contrário. A não ser que seja algo ilícito, aí é melhor parar.

 

5 – Apesar de tudo isso, sempre conte com alguém

Sem spoilers, mas uma das grandes lições de Girlboss é: você vai mais longe quando tem boas pessoas por perto. Sophia acredita veemetemente que pode fazer tudo sozinha. Quem nunca pensou assim? Mas ela vai mais longe quando está em grupo e com pessoas competentes. Sempre é possível aprender com o outro e, é claro, ensinar também.

 

E vocês, assistiram Girlboss? O que acharam? Me contem nos comentários.

 

Fotos: Netflix/Divulgação

 

Chega de assédio: mexeu com uma, mexeu com todas

07 / 04/ 2017

 By Bruna Schneider

Os últimos dias têm me dado um calorzinho no coração. E não é porque o verão decidiu ficar aqui no Sul e me chatear com o atraso das temperaturas mais baixas (#teaminverno), mas pelo motivo de ver o Brasil debatendo sobre assédio feminino. Claro que nem todos os comentários da discussão são de dar orgulho, mas é um tema que durante muito tempo foi tratado como uma “simples brincadeirinha” e hoje ganha um novo aspecto.

 

Quem já sofreu algum tipo de assédio sabe o quão embaraçoso e prejudicial pode ser uma cantada, um xingamento, um toque sem a permissão da mulher. Estamos tão acostumadas com um “fiu-fiu” na rua que a nossa resposta é baixar a cabeça e questionar o que fizemos de errado para passar por isso.

 

Eu deveria ter atravessado a rua?
Eu deveria estar com uma roupa mais comprida?
Eu deveria usar uma burca?

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Há poucos dias Su Tonani, figurinista da Globo, escreveu um texto bastante corajoso na Folha de São Paulo denunciando um assédio que ela sofreu do ator José Mayer. Você pode ler o depoimento na íntegra aqui.

 

Agora pensem comigo: você está trabalhando na empresa dos seus sonhos, uma oportunidade profissional que foi difícil de alcançar e você não quer abrir mão deste emprego por nada nesse mundo. Eis que um homem que trabalha com você, com um papel super importante na empresa, assedia você. O que fazer?

 

O que Su Tonani fez foi corajoso, foi empoderador. Expôr para o Brasil todo um assédio ocorrido no maior canal de televisão do país feito por um dos maiores “galãs” das novelas exige sangue no olho. E o mais lindo foi ver como o apoio feminino fortaleceu a figurinista e como nos encoraja a não engolirmos mais assédios. Chega de cabeça baixa.

 

Obrigada, Su Tonani.

Vivi como uma instagramer por alguns dias

28 / 03/ 2017

 By Bruna Schneider

Já comentei aqui no blog sobre o fato de tudo ser tão lindo e perfeito nas redes sociais. Seja pelo abuso de filtros ou de pessoas felizes, o fato é que o feed pode ser nomeado como a mais nova pílula para quem quer ficar na fossa. Ou seja: um punhado de fotos que facilmente inspirariam uma série no canal OFF.

 

E foi aí que me peguei pensando, após olhar o meu próprio perfil no Instagram: o que difere as minhas fotos das fotos dos tão famosos instagramers, ou, aportuguesando, profissionais do Instagram? Por isso decidi passar uma semana como uma instagramer para ver como seria. Na verdade eu só fiz isso por alguns dias, cinco, mais precisamente, porque uma gripe me consumiu e esta não é uma boa pauta para o Instagram.

 

Dia 1: Gripe.

 

Companhia da noite tem Franzen, paracetamol e aquele chazinho que todos nós já precisamos. . #boanoite #semanadeblogueira #instabook #tea #mood

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No dia em que decidi virar uma profissional do Instagram eu tive um dia bastante atarefado no trabalho e comecei a sentir aqueles sintomas chatinhos de gripe. Comecei a me preocupar sobre como eu poderia mostrar algo legal para os meus seguidores se eu só queria ir para casa dormir. Então eu procurei alguns perfis de instagramers e vi uma porção de fotos tiradas de cima com objetos perfeitamente alinhados, seja de pincéis de maquiagem, livros ou algum novo objeto hipster. Pensei: “por que não tirar fotos do livro que estava lendo, um chá antigripal e alguns remédios que estava tomando”? Tirei. Aliás, bom salientar que é muito difícil deixar tudo bem alinhadinho e não fazer sombra na foto ao posicionar o celular acima.

 

Resultado: 29 likes.

 

Dia 2: Look do dia.

 

Look do dia para segurar a quinta-feira. . #lookdodia #semanadeblogueira #look #fashion #blogger #work #oodt

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Toda boa instagramer precisa postar o seu look do dia. Foi o que fiz. Procurei um fundo legal no trabalho, fotografei e marquei as marcas do que eu estava usando. Prática comum no meio. Perdi 15 minutos do meu dia para conseguir a foto perfeita e para encontrar o filtro ideal. O que me surpreendeu é que alguns amigos meus perceberam que não era do meu estilo fazer isso e zoaram nos comentários. Ok, pelo menos não são haters.

 

 

Eu também precisava postar alguma imagem de comida. Bom, eu almoço diariamente no tradicional “quilo” e isso não resultaria em uma boa foto. Decidi ir em outro restaurante, um mais bonitinho, e pedi risoto de camarão, que por sinal estava uma delícia. Demorei uns cinco minutos para fazer a foto perfeita, o que acabou esfriando um pouco a comida. Na legenda coloquei onde estava e o que era o prato, além de comentar que o preço era acessível (que é o que todos inserem nas legendas), mas na verdade eu queria mesmo era estar comendo queijo coalho no quilo pela metade do preço.

 

Resultado do dia: 93 likes, 6 comentários e 4 novos seguidores.

 

Dia 3: Repetindo o combo.

 

 

Como o segundo dia foi bastante positivo em número de likes e seguidores, decidi repetir o combo. Acordei um pouco mais cedo para fazer o look do dia e decidi não mostrar a minha cara porque não deu tempo de me maquiar. Cara de sono não vende. Como sempre, marquei as marcas das minhas roupas e uma delas curtiu a minha foto. Legal.

 

 

O almoço no quilo não era uma opção, então optei por um restaurante indiano, vegetariano, que já tinha visitado e renderia ótimas fotos. Postei três fotos em forma de álbum: entrada, prato principal e sobremesa. Tudo delicioso, então foi fácil ser sincera na legenda. Mas não comi as saladas do prato principal porque odeio folhas. Mas isso ninguém precisava ficar sabendo, só queria que pensassem que sou saudável.

 

Resultado: 65 likes, 5 comentários, 4 novos seguidores e Sodexo com menos saldo.

 

Dia 4: Minhas habilidades são ótimas.

 

 

Sábado, gripe, preguiça e dor. Apesar do dia lindo aqui em Porto Alegre, minha vontade era de dormir 90% do tempo, mas um profissional do Instagram nunca dorme. hehe. Aproveitei para cuidar da minha horta, fiz aquela tradicional foto de cima das plantas e ferramentas. Como pude constatar que foto de comida rende bons likes, fiz um risoto no jantar. Aparentemente deu certo.

 

 

*PONTO IMPORTANTE*

 

Adotei, nas minhas legendas, uma linguagem própria dos instagramers. Inclusive escrevi “seguidor” na maioria dos posts e, gente, é tão superficial. Afinal, meu círculo é de amigos e não seguidores. Mas amigos não rendem muitos likes.

 

Resultado: 77 likes, 5 comentários, 2 novos seguidores.

 

Dia 5: Rosto feliz.

 

In love com a colheita da horta. É fácil ter uma vida mais linda e mais saudável ❤🌿 . #semanadeblogueira #hortaemcasa #blogueira #selfie #blog

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Todo instagramer usa e abusa de selfies. Eu odeio selfies, mas precisava de um rosto feliz para cumprir o desafio. Pedi para o meu namorado fazer uma foto minha com um punhado de manjericão escondendo metade do meu rosto. Fiz a meiga e coloquei um filtro outonal. E, por fim, coloquei uma imagem com frase inspiradora, afinal é isso que instagramers fazem. Procurei uma com que eu me identificasse e postei. Desafio concluído.

 

Resultado: 58 likes, 2 comentários, 3 novos seguidores.

 

Conclusão: você precisa de tempo.

 

👊🚺 . #semanadeblogueira #blogueira #girlpower #power #empoderamentofeminino
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Se vocês conseguirem dedicar cerca de uma hora por dia, terem disposição para acordar cedo e fazer looks do dia, um bom saldo no Sodexo e saúde, vale a pena se você está em busca de novos seguidores e um bom perfil no Instagram. A vida como instagramer não é tão fácil e a vida que eles mostram em suas fotos também não é tão tranquila como eles pretendem mostrar. Me dei conta que a minha vida pode ser bastante chata e bem menos emocionante que a maioria dos perfis que sigo, mas pelo menos não me sinto pressionada a ficar provando alguma coisa para alguém.

 

É chato, mas rende novos seguidores.

5 dias de empoderamento na Semana da Mulher

06 / 03/ 2017

 By Bruna Schneider

A Semana da Mulher começa hoje. Afinal, assim como dietas e a maioria dos planos, tudo acaba começando na segunda-feira. Eu costumo ser meio avessa a essas comemorações meio datadas, como se o Dia da Mulher fosse só em 8 de março. Mas, de alguma forma, essas datas servem para lembrar de nossa importância, de nossos valores e da relevância de continuar lutando pelos nossos objetivos.

 

E que tal passar a semana super ultra mega empoderada? Ou melhor: iniciar seu plano de empoderamento? Até porque ninguém é obrigada a ser empoderada só na Semana da Mulher. Separei cinco dicas de empoderamento feminino para você arrasar não só nos próximos cinco dias, mas dar um upgrade em você mesma que o resto acaba vindo.

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Segunda-feira: Conheça a sua história

Dizem as boas línguas que para entender o seu próprio tempo é preciso ler um bom livro de história. Para entendermos a atual situação política, econômica e social das mulheres, livros de história ou documentários interessantes podem ser bem úteis.

Os livros podem ir desde o clássico de Simone de Beauvoir, O Segundo Sexo, até o pluralíssimo Dicionário de Mulheres do Brasil, de Schuma Schumaher e Érico Brazil. Aqui tem uma lista bem legal para começar a sua biblioteca.

Quanto aos filmes e documentários, você não precisa nem sair de casa. Na Netflix tem várias opções legais e inspiradoras. Destaque aqui para She’s Beautiful When She’s Angry, documentário que fala do movimento feminista da década de 60.

 

Terça-feira: Pare de se autossabotar

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Uma rotina com vícios e preguiça pode ser bem fácil de se acostumar. Mas vamos combinar: a gente sabe que é prejudicial. Não há glamour nenhum em estar sempre atrasada, em não cumprir tarefas, em comer porcarias o tempo todo e viver uma vida sedentária. Sempre é hora de se desintoxicar.

Escrevi aqui algumas dicas de detox que são bem melhores que o seu suco verde com couve.

 

Quarta-feira: Celebre quem você é – e comemore o Dia da Mulher

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Para o melhor dia do mês, por que não comemorar? Reúna as suas amigas e celebre quem você é, quem vocês são. Comemorem as conquistas de cada uma e deem risadas dos erros que aconteceram no passado. Planejar o futuro e sonhar com as suas melhores amigas é tudo de bom.

 

Quinta-feira: valorize as mulheres ao seu redor

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Você se torna cada vez mais empoderada cada vez que empodera outra mulher. Até porque não vale só valorizar as mulheres que são suas amigas e não cumprimentar a moça que limpa o seu prédio. Converse com outras mulheres fora do seu círculo social e as ajude como conseguir. Incentive-as a irem atrás dos seus objetivos e se coloque à disposição. Crie uma rede bacana de suporte mútuo e pare de criar picuinhas com aquela garota que você não gosta e sem ter motivo aparente. Nós somos melhores juntas!

 

Sexta-feira: Ame quem você é e o que você tem

Ok, a gente sabe que a grama da vizinha sempre costuma ser mais verde. Ou que o Instagram dela tem os melhores cenários. Mas você já admirou a sua grama hoje? Não menospreze o que você já conquistou ou o que você já tem. Aposto que você tem muitas coisas a agradecer e a comemorar e é importante lembrar disso todos os dias. E como é sexta-feira, você pode fazer isso em forma de happy hour, o que é melhor ainda. YAY!

 

Fotos: Reprodução/Pinterest