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Detox de início de ano

01 / 03/ 2017

 By Bruna Schneider

As nossas vidas, assim como armários e gavetas, podem se tornar bagunçadas com o passar do tempo ao acumular pencas de coisas que ou não servem mais ou perderam a importância gradativamente. Claro que às vezes acontece um sentimento de apego com essas tralhas que acumulamos, não importa o quão inúteis elas sejam.

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Mas assim como uma superfaxina se faz necessária nos armários de vez em quando, nossa vida também pede uma limpeza brusca. Quando jogamos fora objetos que não servem mais, mais espaço é liberado e a sensação de tudo estar em ordem é gratificante. Muito gratificante. O mesmo se aplica em nós. Livrar-se de coisas que não mais acrescentam liberam o nosso melhor espaço e pode ser gratificante. Muito gratificante.

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Vamos à faxina?

 

Amizades disfuncionais

De vez em quando você experimentará uma epifania em que é possível perceber que um amigo acaba deixando você mal em alguma conversa ou em algum encontro. Tudo bem que cervejas estão aí para melhorar isso, mas vamos combinar: não é o ideal. Amizades são por escolha, não por obrigação. Você não é obrigado a permanecer perto de alguém que pode exercer uma influência negativa sobre a sua saúde e felicidade. Como detectar uma amizade tóxica: muitas críticas, concorrência e inveja, por exemplo. Você não precisa disso.

 

Romances tóxicos

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Se você está em um relacionamento que mais parece uma montanha-russa (e muitas vezes os baixos são mais frequentes que os altos), caia fora. Isso ocorre também em “quases relacionamentos”. Já assistiu a Sex and the City? Há muitos Mr. Big por aí que colocam as mulheres para cima, depois para baixo, cima e baixo. É tóxico e prejudicial. Não brinque de ser Carrie Bradshaw.

 

Limpe o seu feed

A ciência já chegou a dizer que seguir alguns perfis ou páginas que você odeia por serem toscos pode ser benéfico para você. Mas na verdade isso polui ainda mais as redes sociais já poluídas. Deixe de seguir tudo que causa alguma reação ruim em você, o que inclui ex-amigos, ex-namorados, conhecidos que compartilham notícias falsas e até aquela pessoa que você só adicionou porque foi obrigada. E o melhor: no Facebook você pode apenas “deixar de seguir” sem necessariamente desfazer amizade com o contato. Não é ótimo?

 

Livre-se dos pensamentos negativos

Todos nós temos alguns pensamentos esquisitos – e negativos – de vez em quando. Mas se nós não eliminarmos, eles podem se tornar uns bichinhos bem chatinhos que minam o nosso comportamento. É aí que entram as Quatro Perguntas. São questões que nos fazemos toda vez que algum pensamento negativo tenta nos contaminar. Vamos a elas.

 

1. O pensamento é verdadeiro? Exemplo: serei demitida?

2. Isso é totalmente verdade? Exemplo: bom, eu não tenho nenhuma prova. Mas tá na cara que vai rolar.

3. Como eu me sinto pensando assim? Exemplo: me sinto estressada e não consigo trabalhar bem.

4. Quem eu seria sem esse pensamento? Exemplo: eu ficaria mais tranquila trabalhando e estaria menos ansiosa durante grande parte do meu dia.

 

Agora é hora de inverter o pensamento negativo em positivo e fornecer provas a si mesma de que a versão positiva pode ser a verdadeira. Exemplo: não serei demitida, meu chefe me elogiou na última semana, eles não me demitiram sem algum motivo muito relevante e vou começar um novo projeto amanhã para provar o valor do meu trabalho.

Que tal?

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Livre-se dos maus hábitos

Aqui você pode incluir todas as coisas que você sabe que não fazem bem: beber excessivamente, não fazer exercícios, fumar e comer porcarias todos os dias. Mesmo que possa soar gratificante, nós sabemos que nossos corpos não são máquinas e que com a idade chega também a necessidade de tratar melhor o seu próprio corpo. Não precisa ser radical, mas dedique alguns dias da semana para se cuidar, seja fazendo exercícios, hidratação de pele ou comendo legumes. Seu corpo e a sua mente merecem o melhor.

Transformando casa em lar

12 / 02/ 2017

 By Bruna Schneider

Em maio deste ano eu completarei quatro anos fora de casa. Da casa dos meus pais, na verdade. Desde então eu tenho corrido atrás de um bom emprego, de bons salários e novas experiências, o que tem me empurrado pra longe de onde nasci. O primeiro passo para fora de casa, em 2013, foi para Novo Hamburgo. Decidi me mudar para lá devido à proximidade com a Universidade e porque lá o mercado de comunicação – estava estudando Jornalismo – tinha boas opções. Lá eu morei em dois apartamentos.

 

Contudo, no ano passado, surgiu uma oportunidade profissional que me empurrou para Porto Alegre. Eu não estava disposta a encarar duas horas de trem por dia, então facilitei a minha vida e fiz mais uma mudança. Desta vez, acompanhada do meu namorado, que também não era obrigado a encarar horas em um trem sem ar condicionado todos os dias. Juntamos as escovas de dente.

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Eu sei que os dois primeiros parágrafos parecem um monte de lenga-lenga, mas já quero mostrar o meu ponto. Nos últimos quase quatro anos, morei em três lugares diferentes. Todos apartamentos alugados variando o ano de construção e os metros quadrados. Cada um com um jeito diferente, definidos com base no gosto por decoração dos proprietários ou locadores anteriores – eu ainda estou tentando aceitar a discreta marca de cigarro na pia do banheiro da suíte com meio centímetro de circunferência deixada pelo proprietário do apartamento.

 

Não sou obrigada.

 

Todas as mudanças que fiz têm uma coisa em comum: a dificuldade da adaptação. Não que eu não goste de mudar – volte aos primeiros parágrafos -, mas é que quando se trata de casa as coisas soam de forma um pouco diferente. Ouvi alguém dizer não lembro onde que CASA é o espaço físico onde você deixa suas coisas. LAR é onde você vive. Quando se muda o espaço físico, um lugar que inicialmente não é seu, existe o desafio de transformar isso em lar, proporcionar um ambiente que seja um porto seguro, que seu coração se sinta bem, que seja possível olhar ao redor e identificar aquilo como uma extensão da sua alma.

 

Mas quando o espaço não é seu, o desafio é dobrado.

 

Por isso eu tenho procurado formas de deixar cada canto dos 100m² do meu apartamento com a minha cara. Ou nossa cara, porque envolve também a cara do meu namorado.

 

Antes da mudança eu desapeguei de muita coisa. Mil tralhas que já não tinham utilidade no antigo apartamento, então por que serviriam agora? Foi revigorante. A sensação de deixar coisas inúteis para trás pode ser tratada como terapia. Além disso, contei com a boa vontade do locador que se dispôs a pintar o apartamento do jeito que queríamos.

 

A decoração é possível mudar constantemente. Tenho a sorte de namorar um aspirante a decorador, que tem muito bom gosto e trabalha próximo a uma Tok&Stok. VITÓRIA DAS MANAS! Deixamos cada cantinho com a nossa cara: quadros com referências a filmes que assistimos, revistas que escrevemos, porta-tampinhas de garrafas que bebemos e outras coisinhas mais. Além disso, criamos novos espaços perfeitamente adaptados para fazemos atividades como trabalhar, estudar, ler, etc. Por exemplo: um cantinho que estava vazio virou um office dos mais queridos.

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Plantas também se tornaram uma boa opção. Além de já proporcionarem uma energia legal aos ambientes, são lindas da forma mais simples. Nossa cozinha já conta com quase uma dezena de vasinhos de temperos e a sala de baixo recebeu um bonsai de amoras. Livros que amamos tomaram conta das prateleiras já existentes, luminárias criaram ambientes intimistas e almofadas coloridas que compramos da Camis deixaram tudo mais alegre.

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Hoje, depois de quase um ano vivendo neste apartamento, posso dizer que me sinto em casa. Ou melhor: no lar. O tempo também pode ser um bom ingrediente para essa mudança, é claro. Mas pequenas coisas podem tornar um apartamento alugado em um cantinho com a nossa cara. A dica que deixo aqui é: invista em extensões das coisas que você gosta, que você se identifica, e reserve tempo para fazer o que você ama dentro de casa. Guarde as melhores experiências. Se precisar colocar tudo novamente em uma caixa de papelão e chamar o caminhão de mudança, repita o processo. Lar é o que você carrega dentro de si. Só lembre de colocar isso onde você mora.

Passar um tempo sozinho é revigorante

27 / 01/ 2017

 By Bruna Schneider

Quem me conhece assim, só de vista, tende a achar que pelo fato de eu ser falante e trainee de comediante eu seja do tipo de pessoa que adora estar no meio do convívio social. Ou seja: que adora dar umas bandas por aí, sair, estar sempre rodeada de pessoas.

 

Mas não.

 

Eu trocaria tudo isso por um sábado chuvoso para eu vestir moletom, testar alguma nova receita, assistir Netflix, ler e dormir umas 22h. Seria meu sonho?

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O problema é quando eu sou obrigada a sair. Tenho pavor. Eu me esforço para ser socialmente agradável, mas lá no fundo eu estou pensando em como a minha cama é mais convidativa. Ficar em casa sozinha é tudo de bom.

 

Só que quando você é uma jovem de 24 anos, cheia de saúde e exalando energia – KKK – as pessoas entendem que você PRECISA sair. “Vá numa festa”, “Saia com seus amigos”, “Vá pegar um sol”, “Como assim faz um ano que você não fica de porre?” são algumas pérolas que surgem. E pior: há quem entenda que as pessoas que preferem ficar em casa e um pouco reclusas são egoístas, do tipo que se sentem tão superiores a ponto de não querer conviver com os outros.

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Fui ler alguns artigos pelo vasto mundo que é a internet e encontrei um texto muito interessante que dizia que passar um tempo sozinho faz de você alguém melhor no convívio social. Me senti abraçada.

 

Alguns psicólogos afirmavam, no artigo, que algumas pessoas encontram mais energia estando sozinhas do que convivendo com outras pessoas e que passar um tempo sozinho é crucial.

 

A psicóloga Jennifer McCarroll explica, no texto, o seguinte:

 

“Os perfis introvertidos/extrovertidos são complicados pelo fato de que a maioria das pessoas não é 100% introvertida ou extrovertida. Então às vezes um extrovertido pode sentir uma grande necessidade de passar um tempo sozinho para processar algo e a maioria dos introvertidos é suscetível à solidão e precisa do tipo certo de conexão social para se sentir satisfeito e equilibrado”.

 

Passar um tempo sozinho significa se ouvir, se entender, se curtir. Por mais que possa soar egoísta, faz bem, é saudável. Ninguém é obrigado a ficar o tempo todo pegando sol, fazendo festas, rodeado pela torcida do Flamengo. Passar um tempo sozinho pode ser uma terapia.

 

Por isso, da próxima vez que se sentir obrigado a sair para cumprir agenda com seus amigos, aprenda a dizer não. Quem gostar de você de verdade irá entender o seu tempo e garantir que sempre haverão outras oportunidades.

Eu preciso fazer alguma coisa. Por quê?

15 / 01/ 2017

 By Bruna Schneider

Acredito que um dos maiores pânicos que podemos ter na casa dos 20/30 anos é a sensação de estar apenas “sobrevivendo”. Digo “sobrevivendo” como um verbo que explica o fato de ir levando, estar adaptado à rotina, às coisas, sem grandes mudanças ou motivações. Sobreviver.

 

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Todo começo de ano vem implicado uma necessidade de fazer e acontecer. Um pensamento motivado por grandes mudanças e com a fé de que o período que se inicia será incrível, cheio de coisas, uma lista de objetivos a serem cumpridos em curto prazo. Só que a gente sabe que na prática não é bem assim que funciona.

 

Cena 2

Após uma semana de trabalho, a sensação de “sobreviver” é praticamente inevitável. Passamos cinco dias da nossa vida entregues a um trabalho intenso, engolidos pela máquina, chegamos em casa, descansamos, apelamos para um lanche rápido ou uma tele-entrega e celebramos a existência da Netflix e das camas. 80% do nosso tempo engolido por essa rotina. Após dias de ciclo, um pensamento: o que eu tô fazendo na minha vida?

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Fim do primeiro ato

A combinação entre “sobreviver” e motivações pós 1º de janeiro não é das melhores. É uma combinação fatal entre o cansaço físico e mental de um sistema que te obriga a movimentar a máquina e a pressão de fazer algo diferente, viver. Soa como um peso que diz, não tão baixinho, algo como “tire a bunda do sofá e vá fazer alguma coisa”. Em todos os lugares é possível ver frases como Faça Acontecer, Mude o Mundo e outros clichês do gênero. Não é ruim, mas enche o saco.

 

Na internet é muito comum ver histórias de mulheres que conseguiram grandes feitos antes dos 25 anos e, gente, é tão inspirador. Dá vontade de dar um pause em House of Cards e mudar o mundo. Também questiono como elas conseguiram fazer isso e tento, de alguma forma, encaixar essa motivação em algum intervalo da minha rotina. Mas às vezes soa muito trabalhoso.

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Se você leu até aqui e esperou que a blogueira que vos fala chegasse a uma conclusão, aceite as minhas sinceras desculpas. Estou em busca de uma explicação também. Enquanto busco não ser engolida pela máquina, quero fazer alguma coisa, deixar algum tipo de marca positiva no mundo – ou pelo menos em alguém. Mas de algo eu tenho certeza: focar na pressão não vai resolver nada. É preciso encontrar um equilíbrio saudável entre movimentar a roda e pensar além do sofá. Acho que a gente consegue chegar lá. Se eu descobrir um jeito, conto pra você.

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Imagens e gifs: Reprodução Web

Carta sincera a 2017

28 / 12/ 2016

 By Bruna Schneider

Olá, 2017. Sei que ainda não te conheço, mas já te considero pacas. Esta consideração vem após um período não muito fácil, mais conhecido como 2016. Pode ser uma mania chata de achar que os anos têm culpa de alguma coisa – na verdade não têm, mas é muito mais fácil culpa-los do que fazer um mea culpa.

Esse ano foi um ano de muitas mudanças. Na minha vida foram várias: mudança de casa, cidade, emprego, formação… No mundo, então, foram mais ainda. Perdemos muitas pessoas queridas, vivenciamos grandes surpresas, aguentamos muitas marimbas e, bom, chegamos firmes e fortes (?) agora ao final.

Mas, como todos os anos, eu tento pensar que o ciclo que está se fechando serviu de aprendizado. Como tudo na vida. As mudanças que aconteceram nos deixaram mais fortes e com mais esperança. Eu acredito que a sua chegada, 2017, seja sinônimo de um respiro que estamos precisando. Pode ser só uma data simbólica organizada por um povo antigo que não faço ideia de quem seja e tô cansada para procurar no Google. Mas a cada início de ano a nossa energia se renova, a nossa esperança ganha fôlego, começamos tudo mais fortes e mais otimistas – pelo menos um pouco.

Então, 2017. Mesmo eu sabendo que você não será o responsável por fazer as coisas mudarem, acredito em você para ser palco de um período de coisas melhores, de coisas mais felizes do que aconteceram nos últimos meses. Que você veja as minhas metas sendo alcançadas e que você possa ser, na medida do possível, generoso com todo mundo.

Eu acredito em ti. Acredita na gente.

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O discurso de Viola Davis no Critics Choice Awards

14 / 12/ 2016

 By Bruna Schneider

No último domingo, dia 11 de dezembro, a musa Viola Davis, ela mesma, a Annalise Keating de How to Get Away With Murder, ganhou o prêmio See Her, uma iniciativa de valorizar as mulheres que lutam contra os estereótipos da mídia. Além disso, ela também levou o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel em Fences.

 

Que ela é lacradora, bom, todos nós sabemos. Mas o seu discurso ao receber o prêmio See Her merecia mais uma estatueta. Ela relembrou alguns de seus papéis no cinema e sobre o desafio em interpretar a poderosa Annalise Keating.



“Eu sempre descobria o coração dos meus personagens perguntando ‘por quê?’. Quando me deram o papel de Annalise Keating, eu disse ‘ela é sexy, ela é misteriosa’. Estou acostumada a interpretar mulheres pelas quais eu tenho que engordar 20 kg e usar um avental. Então, eu apenas pensei ‘preciso emagrecer, preciso aprender a andar em um salto alto como Kerry Washington, preciso perder a barriga’. E depois eu me perguntei ‘por que eu preciso fazer tudo isso?”.

E ela continuou:

“Eu realmente acredito que o privilégio de uma vida inteira é ser quem você é e eu aceitei isso agora, aos 51 anos. Acho que o meu maior poder é que às 10 horas da noite todas às quintas-feiras, eu convido vocês para o meu mundo. Eu não vou até o de vocês. Vocês vêm até o meu e sentam-se comigo, o meu tamanho, a minha cor, a minha idade, e você senta e vivencia tudo isso. E eu acho que esse é o único poder que eu tenho como uma atriz, então, obrigada por este prêmio”, finalizou.

 

Um lacre é um lacre, não é mesmo?

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Créditos Gif: Giphy

É realmente tão ruim criar expectativas?

05 / 12/ 2016

 By Bruna Schneider

Ano acabando e a gente começa a pensar nos próximos 365 dias. Dezembro costuma ser o mês ideal para planejar novos ciclos, renovar esperança, acreditar no futuro. Talvez seja efeito causado pela deslumbrante ceia de Natal ou pelos fogos de artifício, mas o fato é que sim, é tempo de pensar no depois.

 

Todo esse planejamento pode ser resumido em uma única palavra: expectativas. Substantivo tão importante e tão mal compreendido. Quantos textos você já leu que incluía algo como “Crie ovelhas, mas não crie expectativas”? Normal. Vivemos tempos que pregam o quão mal faz criar expectativas.

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Mas é praticamente impossível não criar expectativas. Segunda-feira, 8h: você pensa em como será a sua semana e deseja, silenciosamente, que os próximos dias sejam bacanas. Emprego novo: você pensa em como será a sua rotina e espera que tudo seja recompensador. Início de relacionamento: você espera que ele goste de lavar louça e não fale TOP. Todos nós esperamos coisas, voluntariamente ou não. O problema criado sobre as expectativas não está diretamente relacionado ao “esperar alguma coisa” e sim a “não sabemos lidar com o que não foi planejado”.

 

A negatividade relacionada a criar expectativas acaba criando uma geração de pessoas que se esforça em não esperar nada de coisa alguma. São pessoas que não se importam com o depois, que buscam não querer nada, não ter ambição, como se fosse um escudo para evitar possíveis desilusões. Coisa mais normal do mundo. É claro que precisamos dosar as nossas expectativas e não apostar todas as nossas fichas em um único desejo. Mas não há nada de errado em criar uma esperança de que algo seja realizado. É até saudável! Cabe a nós estarmos preparados para caso algo dê errado. A vida tem disso, não é aquele mar de rosas que a gente vê no Canal OFF ou no Instagram da Gabriela Pugliesi.

 

E vamos combinar: é tão bom pensar em como vai ser o futuro, não é? Faltam poucos dias para 2016 acabar e já estou pensando no que quero alcançar e manter nos próximos meses. Não podemos nos punir por algo não acontecer da forma que esperamos e, como consequência, não criar expectativas. Vamos sonhar, acreditar, construir, realizar e garantir que a gente segura sim a marimba caso algo não dê certo. Mas ai, gente. Vai dar sim!

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Vinte e poucos anos

29 / 11/ 2016

 By Bruna Schneider

Nunca fui daquele tipo de pessoa que se pega reclamando da crise de idade. E olha que reclamo bastante. Mas, de certa forma, sempre gostei de “envelhecer”. Não sei explicar. Eu acredito que cada ano que a gente vive acumula uma boa dose de aprendizados e conquistas em nossa trajetória. Pequenas coisinhas que explicam o que nós somos hoje.

Neste ano, por algum motivo que eu não sei explicar, senti mais o “peso da idade”. Talvez seja pelo ritmo alucinado com o qual levei as coisas, pela falta de tempo para recuperar as energias, pelos problemas da vida adulta estarem batendo na porta. Não sei. Mas o fato é que a ficha caiu: tu não é mais uma guria de 18 anos.

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Agora é que são elas: não sou mais uma garotinha

 

Há algumas semanas eu fui ao médico fazer o famoso check-up, o que raramente acontece, uma vez que só ia ao médico em casos que eu achava que fosse morrer se eu não consultasse. Aliás, a vida adulta tem disso. Teus pais não estarão mais te obrigando a ir ao médico ver se está tudo ok. Quando você cresce, as idas aos consultórios só são feitas em caso de a morte estar mandando solicitação de amizade. Ou cutucando mesmo.

 

Enfim. Saí de lá meio chateadíssima. Ouvi um sermão que faria qualquer padre católico ortodoxo ficar com inveja. Em resumo, ouvi durante 30 minutos cobranças em relação a uma vida sedentária, dedicada a trabalhar em excesso, estresse em demasia, tudo finalizado com um simples e objetivo conselho: “não adianta tu te matar aos poucos por isso. Qualquer coisa vai morar no meio do mato”.

Vamos combinar que o conselho soa mais fácil saindo da boca de um médico que deve ganhar, pelo menos, quatro vezes mais que o meu salário. Mas de alguma forma ele tinha razão. Eu não tinha mais 18 anos e algumas coisas deveriam mudar por aqui.

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Mudando o alvo: não sou mais uma máquina de comer batatas fritas

 

Durante os últimos anos, minha vida tem sido focada a trabalhar para pagar boletos, comidas gostosas e cervejas. Um raciocínio lógico: quanto mais trabalho, mais conforto. Não é o que todos queremos? Mas até que ponto isso tudo é saudável? Até que ponto estamos aproveitando as coisas realmente boas da vida, aquelas que não dependem tanto de boletos? Vivemos tão focados em cumprir tarefas que acabamos esquecendo que há sim vida lá fora. Que o nosso corpo não é aquela máquina que comia batatas fritas todos os dias e virava noites sem dormir devido às festas.

A idade pega.

 

Recuperada do sermão médico, perto de um drama de Grey’s Anatomy, tomei vergonha na cara e fui lutar por mim. Mudanças de hábitos. Talvez alguns reais a menos no bolso, mas uma saúde física e mental que começo a me orgulhar.

Precisei dar um tempo. Fez bem. Tomar escolhas, diminuir o ritmo, comer brócolis. Crise de idade? Não. Viver melhor? Com certeza.

 

Fotos: Arquivo pessoal

A era do Delete

15 / 10/ 2016

 By Bruna Schneider

Quem de nós nunca teve vontade de deletar alguma coisa das nossas vidas, principalmente algo que já fizemos? Pode ser alguma frase mal dita na adolescência, um beijo arrependido, uma amizade de mentira. O fato é que não foram poucas as vezes em que gostaríamos de apagar algo. Seria muito mais fácil, não?

A ERA DO DELETE

A capacidade de apagar algo da nossa história acabou sendo facilitada com as ferramentas digitais. Desde o ano passado, o Facebook implantou o On This Day, uma espécie de retrospectiva, onde você pode ver o que você publicou neste dia há um, dois, três ou mais anos. Não sei vocês, mas às vezes dá um pouco de vergonha ao ler as coisas que já postei, as causas que já defendi, as preocupações que já tive. É cada coisa. E não raro me pego deletando algumas coisas antigas enquanto penso: “Sério, Bruna?”.

 

Contudo, diferente da opção “delete” que a tecnologia nos dá, é impossível desfazer algo por completo. Sempre haverá uma lembrança ou um rastro de algo que foi feito, por mais indesejado que fosse. Não faz muito tempo que hackers invadiram aquele site de relacionamentos extraconjugais, o Ashley Madison, e expôs para o mundo todo os emails de pessoas infiéis que procuravam sexo. Detalhe: o site sempre afirmou aos seus usuários total confiabilidade e, atenção, que não mantinha em seu banco nenhuma informação caso o usuário apagasse os seus dados. Pelo visto não funcionou.

O vazamento de informações do site foi só mais uma prova de que você não pode desfazer nada totalmente.

 

Por mais que a gente ache o contrário, no online é praticamente impossível apagar o que escrevemos ou fizemos. É bastante corriqueiro que tweets ou posts antigos voltem à tona e causem rebuliço. Quem lembra do caso do Biel, que após alguns usuários encontrarem tweets antigos e ofensivos do cantor sua carreira despencou ainda mais?

 

Mesmo os registros sendo apagados, pode apostar que algum rastro ficou em algum banco por aí ou, pior: alguém pode ter guardado um print da sua publicação. Talvez piore as coisas. No Snapchat, um aplicativo que foi praticamente desenvolvido para possibilitar o “delete” e para evitar registros, sempre há a opção print.

 

Uma pesquisa realizada pelo site de informações jurídicas FindLaw.com concluiu que 74% dos jovens entre 18 e 34 anos já excluíram algum post antigo para evitar uma má impressão em sua carreira. Ou seja: esta porcentagem representa uma parcela de jovens e adultos que entende a relevância e a importância das coisas que publicam online em suas vidas offline.

 

Mesmo sendo impossível apagar o que fizemos, seja no digital ou na vida real (até porque os dois conceitos já se tornaram um só), é possível aprender com esses arrependimentos. Se constranger com o que você já fez ou já publicou é uma forma de perceber que todos nós evoluímos de alguma forma, e que a vida acaba moldando novos pensamentos, novas posturas e ideologias. Mas convenhamos: apertar a tecla Delete é tentador.

Shine theory ou como parar a rivalidade feminina

21 / 09/ 2016

 By Bruna Schneider

Imagine a cena:

 

Quatro amigas estão em um bar, bebendo uma boa cerveja – ou um bom clericot, como preferir – e colocando a conversa em dia após algumas semanas sem se encontrarem. A primeira comenta que está muito feliz por ter sido promovida em seu trabalho, a segunda está se sentindo ótima por ter criado seu próprio blog de receitas e a terceira está nas nuvens após ter comprado seu primeiro apartamento. A quarta só estava tranquila por estar há um mês sem dívidas gritantes.

Como a quarta deveria se sentir em relação às suas amigas?

 

Inveja, você diria? Ou ciúme?

 

Ou que tal: felicidade?

 

Está mais do que intrínseca em nossa cultura a competitividade entre as mulheres. Lembro bem quando Rihanna, no início da carreira há uns bons anos, foi comparada à Beyoncé, “ameaçando sua carreira”. Alguém realmente achou que no mundo não haveria espaço para duas mulheres negras sensacionais?

 

Até porque eu não consigo mais imaginar o mundo sem Beyoncé e Rihanna.

O fato é que, na prática, nós mulheres não temos mesmo muito espaço para liderança ou destaque, seja em diretorias de empresas ou comandando equipes. Por isso, toda esta competitividade que é estimulada entre mulheres acaba sendo ainda mais evidenciada. Afinal, se uma mulher se dá bem na mesma empresa que você trabalha, há uma oportunidade a menos para você se destacar. Pensamento lógico ou desanimador?

 

Contudo, apesar de a realidade não ser tão satisfatória assim e haver mil motivos para você competir com suas amigas e outras mulheres, saiba que há uma alternativa bem melhor.

A jornalista Ann Friedman, do The Cut, criou uma teoria que é muito fácil de aplicar: é a Shine Theory, ou “teoria do brilho” ou algo assim. Funciona da seguinte forma: se você conhece uma mulher poderosa, que conquistou coisas ótimas, uma mulher “digna de inveja”, não a inveje. Seja amiga dela. Fique feliz por ela. Você certamente irá aprender como chegar lá se espelhando em uma mulher sensacional e inspiradora.

 

A partir do momento que você se cerca de pessoas realizadas, você fica feliz por elas e se motiva para chegar lá também. A confiança de uma pessoa de sucesso é contagiante. Por que perder tempo invejando sua amiga se você pode aprender com ela?

 

Já estamos em 2016, quase 2017, e não há mais tempo para fomentar rivalidade feminina. Inveja faz mal e dá rugas. Que tal focar em se cercar de mulheres poderosas e formarmos uma rede de puro lacre?

 

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* Para ler: How to stop female competition.